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Crescer
e aprender
Estímulos
desempenham papel importante no desenvolvimento intelectual
e emocional infantil, desde que sejam dados com afeto e sem
ansiedade
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Alex
Soletto
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| INTERAÇÃO:
Ao brincar, a criança solta sua imaginação e criatividade,
fazendo com que novas conexões cerebrais sejam sempre
criadas |
Imagine
uma máquina pequena mas complexa novinha
em folha, pronta para começar a ser usada. Se as engrenagens
não forem ativadas, com o tempo ficarão emperradas,
atrofiadas, e para nada servirão. Grosso modo, assim
pode ser visto um bebê que acaba de nascer. Ele está
lá, pronto para conhecer e interagir com o mundo, mas,
se os pais não lhe oferecem condições
para isso, pode acabar descobrindo menos do que poderia. Por
isso, os especialistas hoje são unânimes ao classificar
os estímulos do simples toque à leitura
de uma história, por exemplo como a base do
desenvolvimento físico e emocional da criança.
São eles que darão vida e farão crescer
a fantástica rede de neurônios (células
nervosas encarregadas de receber e transmitir impulsos nervosos)
que o bebê apresenta ao nascer. Só para se ter
uma idéia, a criança deixa o útero com
cerca de 100 bilhões de neurônios. É a
essas células que está relacionada a inteligência
e a condução do desenvolvimento da capacidade
motora, sensitiva e cognitiva das pessoas.
Pontes
Desde que a criança não apresente
nenhuma patologia ou distúrbio, seus neurônios
estabelecem naturalmente entre si conexões as
chamadas sinapses por meio das quais vão formando
a rede de aprendizado. E se o bebê for estimulado nos
primeiros meses de vida, a quantidade de sinapses será
maior, possibilitando dessa forma uma habilidade motora mais
refinada, uma memória melhor e outros fatores importantes
para um desenvolvimento adequado. Basta saber que até
os oito meses os neurônios estão no auge da atividade
e criam cerca de 100 trilhões de conexões. E,
até os três anos, as sinapses continuam ocorrendo
com velocidade e facilmente. Por isso, esse período
é decisivo para a formação de uma criança.
De acordo com o neurologista Luiz Celso Pereira Vilanova,
chefe do setor de neurologia infantil da Universidade Federal
de São Paulo, uma criança pouco estimulada terá
dificuldade para se recuperar aos sete anos com estímulos.
Quando passa a fase que muitos especialistas nomeiam
como janelas de oportunidade momento de maior aproveitamento
para o desenvolvimento infantil , a possibilidade de
estímulo é muito limitada, explica.
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