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Esperança
no útero
Exames
mais eficazes e tratamentos de ponta ajudam a prevenir problemas
na criança quando ela ainda está no ventre da mãe
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De
3% a 4% das crianças nascem com algum tipo de defeito
chamado congênito porque foi adquirido por hereditariedade
ou durante a gravidez devido a doenças contraídas
pela gestante. A estatística inclui desde doenças
sérias, como anencefalia (ausência de cérebro),
até pequenos distúrbios que podem ser corrigidos
logo após o nascimento, como membranas nos dedos das
mãos, diz o ginecologista e obstetra Antonio
Moron, professor da Faculdade de Saúde Pública
da Universidade de São Paulo. Rastreadas durante o
pré-natal, as causas dessas malformações
são diversas: fatores ambientais (produtos químicos,
cigarro, álcool e radiações), genéticos
ou carências nutricionais. Também são
fatores de risco a idade materna avançada (a qualidade
dos óvulos fica prejudicada), casos de outros filhos
malformados, a existência de parentes próximos
com deficiência mental ou física e mães
que usam constantemente medicamentos contra epilepsia, diabete
e hipertensão, entre outros.
A prevenção de problemas no feto deve ser muito
anterior à gravidez. O primeiro passo é realizar
os chamados exames pré-nupciais. Poucos se lembram
desse cuidado. Além de detectar males como aids, eles
servem para descobrir doenças como a hemofilia e a
síndrome de Down. Se forem encontradas enfermidades,
o ideal é conversar com um geneticista antes de engravidar,
para avaliar riscos e alternativas.
| OS
EXAMES MAIS INDICADOS |
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Nos
casos em que algum problema no bebê é diagnosticado
no útero, os pais têm a opção de
recorrer à medicina fetal, que estuda tratamentos para
os males que podem afetar o bebê em sua vida intra-uterina.
O ultra-som é o equipamento mais usado nas investigações
(leia quadro acima). Entre a 11ª e a 13ª semanas,
por exemplo, pode ser feita a translucência nucal, que
analisa uma pequena área escura localizada na nuca
do feto. Se o ultra-som apontar que a espessura desse ponto
é maior que 2,9 milímetros, suspeita-se de síndrome
de Down. A partir daí, a gestante deve fazer a amniocentese
exame do líquido amniótico. Pai
e mãe devem concordar com o procedimento, já
que o risco de complicações chega a 3%,
explica Moron. Se o marido apóia a mulher, ela
se sente mais segura para fazer o exame, completa.
A tecnologia consegue intervir em alguns casos. Distúrbios
como obstrução urinária (fechado, o canal
da uretra impede a liberação de urina) já
têm solução. Por meio de uma sonda, introduzida
no útero, os médicos tratam o problema, que
impede o crescimento do feto. Por isso, é importante
seguir à risca as orientações médicas
e realizar os exames solicitados. Também quando se
trata de bebês ainda no útero, a medicina já
é capaz de levantar problemas e, melhor ainda, apontar
soluções. 
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