Gravidez
 
 

Nove meses de tranquilidade
Manter o peso com uma dieta equilibrada e fazer os exames do período pré-natal são algumas das condições para uma gestação sem problemas

A gravidez planejada e desejada é fundamental para que os meses de gestação transcorram sem maiores sustos. “Antes de engravidar, a mulher deveria se submeter a exames (leia o quadro Antes de engravidar) para detectar a presença de eventuais doenças que podem prejudicar o desenvolvimento saudável do feto”, esclarece a ginecologista e obstetra Margareth Lopes de Paula, do Instituto de Gastroenterologia de São Paulo. Mas, como nem sempre isso é possível, é fundamental ir ao médico tão logo a gravidez seja confirmada. Existem muitas recomendações para essa fase da vida, que precisam ser colocadas em prática rapidamente. Tudo o que for possível deve ser feito para que a saúde da futura mamãe e da criança seja mantida. Pelo bem de todos.

Alimentação – A alimentação equilibrada da gestante é uma das principais armas contra baixo peso e malformações do sistema nervoso do bebê, parto prematuro, náuseas, azia, prisão de ventre e até depressão pós-parto. Nessa fase, é fundamental não só controlar o peso – a Organização Mundial de Saúde recomenda que a gestante engorde de nove quilos a 12,5 quilos – como assegurar a qualidade dos alimentos ingeridos e as necessidades nutricionais de cada trimestre.

No entanto, é preciso dosar os cuidados. O medo de engordar demais e perder as formas leva algumas mães a fazer dietas rígidas, que comprometem especialmente a saúde do bebê. Este é um erro grave. Claro que não se deve levar a sério a história de que uma mulher grávida deve comer por dois. Ela deve comer bem. Isso porque a desnutrição materna aumenta os riscos de a criança desenvolver doenças obstrutivas das vias aéreas superiores, como asma, conforme um amplo estudo publicado na revista científica Thorax. A má alimentação ainda aumenta as possibilidades de a criança ter diabetes, hipertensão e acidente vascular cerebral (avc) na vida adulta, de acordo com médicos da Universidade de Southampton, na Inglaterra. As consequências de hábitos alimentares errados, como os longos períodos de jejum, são mais sérias na gravidez. “Alterações metabólicas que ocorrem nessa fase prejudicam o trabalho do pâncreas e favorecem o aparecimento da diabete gestacional”, avisa o ginecologista e obstetra Alberto d’Auria, do Complexo Hospitalar São Luiz, em São Paulo. O médico alerta que a gestante não pode ficar mais de três horas sem comer. “O ideal é que a cada três horas a grávida consuma barras energéticas, torradas, frutas”, sugere.

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