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A
aventura de brincar
Os
brinquedos são instrumentos fundamentais para ajudar
os pequenos a desenvolver a criatividade
| Fotos:
Dárcio de Jesus |
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Crianças maiores se divertem quando vestidas com roupas
diferentes e coloridas |
Brincar
é aprender. É também descobrir o mundo,
os limites do corpo, afinar a afetividade e, por que não,
encarar as frustrações. Que criança gosta
de perder um jogo ou ver o castelo de areia feito com tanto
cuidado desmoronar água abaixo? É justamente
por causa da importância dessa atividade para a criança
que um elemento especial precisa merecer a atenção
dos pais: o brinquedo. À primeira vista, a procura
do brinquedo certo para cada fase da criança pode parecer
exagero de pais demasiadamente preocupados. Afinal, eles sempre
brincaram, muitas vezes inventando seus próprios instrumentos.
Por que haveria de ser diferente agora? Por uma razão
simples. O conhecimento sobre o comportamento e as necessidades
infantis garimpados ao longo dos últimos anos pela
pediatria, psicologia e pedagogia permitem, hoje, identificar
com maior precisão os objetos com os quais seu filho
mais se divertirá e aprenderá de acordo com
a idade que tiver. E por que não aproveitar essas informações
para tornar a brincadeira ainda mais proveitosa?
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A partir dos dois anos e meio, eles adoram brincar como
se fossem os super-heróis que tanto admiram |
Já
se tem certeza, por exemplo, de que nada adianta entulhar
de brinquedos o berço de um bebê de até
três meses. Nessa fase, sua maior paixão
e também seu brinquedo mais querido é
a própria mãe. É com ela que a criança
mais se diverte e é também por meio dela, principalmente,
que o bebê percebe o mundo. Mas isso não quer
dizer que o pequeno já não possa ter seus primeiros
brinquedinhos. Para essa fase, os mais indicados são
os móbiles de berço, brinquedos para morder
e aquelas pequenas peças (em geral animaizinhos) que
também podem ser amarradas ao berço e possuem
um cordão que, puxado, faz o brinquedo se movimentar.
Os olhos se mexem ou soa uma música, por exemplo. O
brincar, neste caso, é o movimento do próprio
brinquedo, porque ele estimula a criança, explica
a pedagoga Maria Angela Barbato Carneiro, presidente da Associação
Brasileira de Brinquedotecas e professora da PUC de São
Paulo.
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A casinha é uma boa idéia e ajuda os bebês a treinar a
habilidade motora porque incentiva o encaixe das chaves
certas |
Depois
dessa idade e até cerca de nove meses, a criança
deve receber brinquedos que ela possa pegar na mão
e levar à boca. Afinal, é nessa época
do desenvolvimento que ela descobre que tem mão e boca.
E é também por meio da boca que a criança
percebe o mundo. Por isso, é preciso um pouco de atenção
na escolha dos brinquedos desta fase. Eles devem ser feitos
com material flexível para que o bebê
não se machuque quando levá-lo à boca
e não tóxico (obrigatoriedade, aliás,
que vale para todos os brinquedos). Como muitos dos objetos
indicados para esta faixa etária produzem som e têm
texturas e cores diferentes, eles também auxiliam no
desenvolvimento do tato, olfato, paladar, audição,
visão, além da coordenação motora.
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Com as peças, pequenas e seguras, a criança pode criar
o objeto que desejar, afinando a coordenação |
Movimento
A partir do nono ou décimo mês, o bebê
já tem outras necessidades. Nessa fase, ele provavelmente
estará engatinhando, percebendo que pode se movimentar
sozinho e chegar aonde deseja. É a hora de entregar
a ele brinquedos que também se movimentam, como joão-bobo,
cubos em tecido, carrinhos com base sólida, para que
serem empurrados ou puxados. A criança fará
uma festa com bolas de oito a dez centímetros de diâmetro,
cavalinhos do seu tamanho para que ela possa balançar
e outros objetos. De quebra, os brinquedos a ajudarão
a aprimorar seus próprios movimentos. Caixas para tirar
e colocar objetos, piões com som, caleidoscópios,
brinquedos de empilhar, tocar, apalpar também são
estimulantes. Quando, por volta dos 12 ou 13 meses, a criança
começa a andar e aos poucos se firma na posição
ereta, uma dica são os triciclos sem pedal, que podem
ser empurrados pelos pais. Nessa idade, o bebê também
pode começar a ensaiar o encaixe. Há no mercado
opções que estimulam essas atividades, com peças
para serem colocadas dentro de uma casinha, por exemplo, ou
com chaves para serem enfiadas nas fechaduras corretas.
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