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Onde
ele ficará?
Um
dos benefícios do berçário é promover a troca
de estímulos entre crianças
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André
Sarmento
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| Especialistas
recomendam: O período integral para os bebês maiores
de dois anos, que já estão dominando bem o andar |
Quando
os pais decidem deixar o bebê em um berçário,
em geral passam por uma romaria, visitando vários locais
até encontrar algum que lhes pareça adequado.
Mesmo assim, não é raro eles ficarem intranquilos
e inseguros quanto à escolha. Muitos pediatras, por
exemplo, desaconselham o ingresso de um bebê de até
dois anos nessas instituições. A justificativa
é que, até essa idade, o organismo das crianças
ainda está desenvolvendo seu sistema de defesa, o que
favorece o adoecimento, já que os pequenos ainda não
teriam seu exército de anticorpos preparado para repelir
os inimigos. Quando vão para o berçário,
as possibilidades de surgimento de infecções
são mais frequentes exatamente porque existe o contato
com outras crianças, que podem estar contaminadas por
algum agente. Mas só é preciso tirar a
criança da escola quando o problema é constante,
avisa o pediatra Alberto Stape, do Hospital Israelita Albert
Einstein, de São Paulo.
COMO
ESCOLHER BEM
O BERÇÁRIO |
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Esse,
no entanto, é apenas um aspecto da opção
pelo berçário. Há também o lado
positivo. A partir dos seis meses, passar a tarde ou a manhã
com outros bebês dá a eles novas oportunidades.
Quando começam a engatinhar e a sentar sem apoio,
dominam o ambiente rapidamente, explica a psicóloga
Maria Grupi. O berçário bem escolhido oferece
socialização adequada e estímulos que
facilitam o desenvolvimento emocional e intelectual. Para
a especialista, o ideal é que entre os seis meses e
um ano a criança fique meio período no berçário
e o restante com a família. Assim a mãe
cumpre o seu papelde cuidar e amar, e, ao mesmo tempo, garante
o acesso a novos conhecimentos e emoções para
seu filho, diz Maria. Mas é preciso saber que
as crianças ficam mesmo doentes e os pais devem manter
uma estrutura alternativa para cuidar do bebê. Vale
avó, tia ou babá, aconselha a psicóloga.
O importante é que o bebê tenha alimentação
e cuidados garantidos enquanto a mãe está no
trabalho, afirma. O período integral é
mais recomendado a partir dos dois anos, quando as crianças
já dominam bem o andar, começam a falar, param
de usar fraldas, chupetas e mamadeiras. 
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