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Refinaria de Cubatão: a construção
deu impulso
aos fornecedores brasileiros
de grandes equipamentos |
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| Petróleo 100% brasileiro / História |
| Uma parceria de sucesso |
União com o setor privado alavancou a
indústria de bens de capital no Brasil |
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A parceria entre a Petrobras e a indústria nacional tem quase o mesmo tempo de vida da companhia que, em outubro próximo, completa 53 anos. É uma história de conquistas recíprocas, que resultou no fortalecimento da indústria brasileira de bens de capital e no crescimento da própria empresa. Dependente de bens e serviços importados ao iniciar suas atividades, a Petrobras teve de enfrentar um quadro adverso na economia nacional, com restrições de divisas que dificultavam sua expansão. “A necessidade de se desenvolver uma indústria local conduziu à criação, em 1955, da Associação Brasileira para Desenvolvimento da Indústria de Base (ABDIB). Sob a inspiração da Petrobras, selou-se uma parceria, um casamento, que se consolidou ao longo do tempo”, conta o engenheiro civil Maurício Alvarenga, que acompanhou de perto a relação da companhia com a indústria nacional e trabalhou durante 34 anos na Petrobras, da qual foi diretor.
Ao lado do progressivo aumento da produção de petróleo,
a Petrobras trabalhava para ampliar o parque de refino, o que exigia
a presença da indústria nacional de bens e de serviços.
“Para atender às sucessivas ampliações
das refinarias,
a indústria nacional deu um enorme salto de competência
com o apoio da Petrobras”, lembra Alvarenga. “Isto contribuiu
para que, ao final de 1956, a ampliação da Refinaria
de Cubatão tivesse 78% de materiais e equipamentos adquiridos
no País”, diz. Depois de criada a ABDIB, foram dados
outros passos
no sentido de desenvolver a cadeia de petróleo e gás
natural. Em 1958, a
companhia elaborou suas Normas de Suprimento e um sistema de classificação
de materiais e equipamentos para seu uso, abrangendo cerca de 150
mil itens.
Em 1959, as obras de construção da Refinaria Duque
de Caxias (Reduc), no Rio,
e de ampliação da Refinaria de Cubatão (RPBC)
registraram forte participação do conteúdo
nacional, atingindo 60% das compras centralizadas da companhia.
Com
a entrada em operação da 1a fase da Reduc, em 1961,
foi atingida a auto-suficiência na produção
dos principais derivados de petróleo, e o índice de
fornecimento nacional chegou a 65,3%.
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Compra no País: plataformas,
como P-1, Garoupa e Vermelho, passaram
a ter de forma crescente equipamentos nacionais |
A economia do País voltou, em 1963, a atravessar sérias dificuldades financeiras, com entraves na área cambial. Desta vez, a Petrobras contribuiu com o lançamento de um programa interno fortemente direcionado às aquisições no País, elevando a participação nacional a 81,5% (compras diretas e indiretas). A construção da Refinaria de Paulínia, a modernização e ampliação de outras refinarias, em conjunto com toda a infra-estrutura necessária em terminais, oleodutos e bases de provimento, permitiram forte participação da indústria nacional entre 1970 e 1973. Mas o recorde histórico viria em 1986, quando a participação nacional nas compras da empresa foi de 93%, com um montante de US$ 1,3 bilhão, somente ultrapassado, em valor, após 10 anos.
De acordo com Alvarenga, também contribuíram para estes resultados o 1o e o 2o Plano de Construção Naval, desenvolvidos nas décadas de 70 e 80, com a expansão dos estaleiros nacionais. Foram encomendados pela Petrobras cerca de 50 navios de diferentes portes e finalidades. “Sem dúvida, o período de 1970 a 1990 foi de grandes realizações da Petrobras, constituindo-se num grande momento na parceria com a indústria nacional”, afirma. Segundo o engenheiro, a Petrobras tem tido preocupação crescente com o desenvolvimento tecnológico nacional, perseguindo sempre o maior índice de nacionalização, desde que de forma competitiva.

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