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Segundo cálculos do Prominp, investimentos do setor
permitirão
a criação de 662 mil vagas |
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| Petróleo 100% brasileiro / Trabalho |
| Mais perto do crachá |
Programa do governo federal
qualificará 70 mil novos profissionais
para atender à crescente demanda
da indústria do petróleo |
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Criado em dezembro de 2003
pelo governo federal, o Programa
de Mobilização da Indústria Nacional
de Petróleo e Gás Natural (Prominp) entrou, no início
de junho, em uma
nova fase – a de qualificação
profissional, que se dará por meio de seleção
pública e capacitará gratuitamente 70 mil profissionais,
em todo o País, nas áreas de petróleo e gás
natural. É um número bastante significativo diante
da demanda apresentada pelo Plano de Negócios da Petrobras
para o período de 2006 a 2010, quando os investimentos somarão
US$ 56,4 bilhões. Este montante permitirá a criação
de 662 mil empregos, segundo os cálculos do Prominp, instituído
para maximizar a participação da indústria
nacional de bens e serviços na implantação
de projetos de petróleo e gás no Brasil e no Exterior.
O Plano Nacional de Qualificação Profissional do Prominp absorverá recursos totais da ordem de R$ 230 milhões, segundo José Renato Ferreira de Almeida, coordenador do programa. Além dos recursos da Petrobras, que participará com a maior parcela – pouco mais de R$ 220 milhões –, o Plano terá mais R$ 10 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Ministério do Trabalho e Emprego, e outros R$ 7,2 milhões do CT-Petro, fundo setorial do petróleo e gás natural. Das 70 mil vagas oferecidas pelo Prominp, metade será ocupada por profissionais indicados pelas empresas do setor de petróleo e gás. A outra metade será preenchida por alunos chamados “públicos”, ou seja, que se inscreverão nos cursos por conta própria. Para os candidatos “públicos” que estiverem fora do mercado de trabalho será oferecida uma ajuda de custo, além do curso gratuito. Já o “aluno empresa” terá metade de seu curso custeado pelo Prominp e a outra metade pela empresa que indicá-lo.
O Plano prevê 750 cursos diferentes e 5.400 turmas, envolvendo aproximadamente 50 entidades de ensino, nos vários níveis. A operacionalização dos contratos será feita pela Associação Brasileira de Engenharia Industrial, entidade-âncora do Plano. Os cursos vão contemplar, com prioridade, as categorias profissionais não atendidas espontaneamente pelo mercado de trabalho. No primeiro ciclo, serão oferecidos cursos gratuitos de níveis básico, médio e técnico. Nas etapas seguintes, haverá vagas também para cursos de nível superior. As aulas do primeiro ciclo terão início em agosto deste ano em dez Estados.

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