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Já existem 560 blocos sendo
operados em regime de concessão, em várias regiões
do Brasil |
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| Petróleo 100% brasileiro |
| Depois do monopólio |
Abertura do mercado brasileiro de
petróleo atrai 56 grupos privados e
consolida o domínio da Petrobras |
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A exploração e a produção de petróleo
e gás natural no Brasil, atividade que
até 1998 foi desenvolvida apenas
pela Petrobras, mobiliza hoje um
universo de empresas de culturas
e idiomas variados com origens na Europa, Ásia e Américas.
Oito anos depois da flexibilização do monopólio,
o negócio atraiu 56 grupos econômicos, dos quais 30
de origem estrangeira e 26 nacionais, e investimentos que deverão
somar US$ 20,9 bilhões até 2009. O perfil do setor
mudou já a partir da licitação realizada pela
Petrobras, em 1998, e ganhou fôlego nas sete outras, efetuadas,
nos anos seguintes, pela Agência Nacional de Petróleo,
Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Atualmente, há 560 blocos sob concessão de diferentes empresas, espalhadas por área de 299 mil quilômetros quadrados, equivalente a 4,5% do território das bacias sedimentares com interesse para petróleo e gás natural. A Petrobras se manteve na liderança, contando com uma área de 161 mil km2, em 133 blocos. A estratégia da empresa foi estabelecer parcerias, justificada como forma de mitigar a competição, diluir custos, riscos exploratórios e ter acesso a recursos críticos e tecnologias específicas de outras companhias petrolíferas. Na maioria das concessões de parceria, a estatal é a operadora.
A entrada de novas companhias ajudou a fortalecer o setor, embora
a participação delas na produção nacional
de petróleo e gás seja ainda pequena, em torno de
2%, de acordo com a ANP. Já estão em produção
áreas operadas pela Shell, Petrorecôncavo, UP Petróleo,
W.Washington, Aurizonia Petróleo e Petrosynergy,
no litoral dos Estados do Rio de Janeiro e Sergipe e em blocos terrestres
na
Bahia, Alagoas e Rio Grande do Norte. No universo dos 56 grupos
econômicos
que decidiram jogar suas fichas na atividade de exploração
e produção no
Brasil, há empresas de todos os tipos: aquelas cujos negócios
no País já atravessam décadas e tiveram início
com outro tipo de atividade; as independentes, que atuam apenas
na exploração e produção; e as nacionais
que entraram após a flexibilização do monopólio.
O otimismo tem marcado a presença dessas empresas. Álvaro Teixeira, secretário-executivo do Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás (IBP), tem uma boa explicação para este comportamento das petroleiras. Segundo ele, o Brasil é uma ilha de tranqüilidade na área de petróleo, apesar de problemas no licenciamento ambiental e relativos às questões tributárias. Além disso, ele lembra que o preço do petróleo já está na casa de US$ 70 por barril, longe daqueles US$ 10 registrados na década de 70, e o consumo é crescente, especialmente em países emergentes.
Tudo indica que o ânimo das empresas que apostaram na exploração e produção de petróleo no Brasil, concorrendo ou em parceria com a Petrobras, continua. Os números da ANP justificam este interesse: desde a criação da agência, as companhias que aderiram à exploração e produção no País contribuíram para a incorporação às reservas brasileiras de três bilhões de barris de petróleo e de 155 bilhões de metros cúbicos de gás natural. É só o começo.

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