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500 é o número de patentes
da
Petrobras no País. Elas protegem
130 tecnologias |
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Petróleo 100% brasileiro /
Os inventores |
| Em busca da inovação |
Cientistas do Cenpes fazem da
Petrobras uma das campeãs
nacionais de patentes |
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Durante um ano e meio, a engenheira química Vânia Maria Junqueira Santiago dedicou-se exclusivamente a pesquisar tecnologias de ponta para tratar despejos industriais. Buscava permitir o reaproveitamento da água em refinarias. O projeto começou em 2001 com a seleção das mais promissoras técnicas disponíveis no mercado mundial, mas a solução foi encontrada nas idéias de sua própria equipe, nos laboratórios do Cenpes. Após noites insones, testes e ajustes em unidades piloto, as tecnologias – adequadas às necessidades da Petrobras – estão prontas para ser implantadas em escala industrial. Estão em desenvolvimento os projetos das novas estações de reuso para quatro refinarias e para o Cenpes. “As instalações permitirão uma economia de 650 milhões de litros de água por mês, o equivalente ao consumo de uma cidade com 150 mil habitantes”, diz Vânia. “Assim, a Petrobras contribui para a preservação dos recursos hídricos e reafirma seu compromisso socioambiental".
Há 27 anos na Petrobras, Vânia é um dos 1.576 cientistas e técnicos do Cenpes sempre em busca da geração de novos conhecimentos. O quadro de pesquisadores – 44% com grau de mestre e 15% de doutor – faz da Petrobras uma das empresas brasileiras com o maior número de patentes registradas no País. “Toda a propriedade intelectual da empresa é patenteada. Hoje, há 500 patentes vigentes no Brasil e quase mil no Exterior que envolvem 130 tecnologias protegidas. Por ano, são registradas em média 50 no Brasil e dez no Exterior. Em 2005, porém, foram 85 no Brasil e 50 no Exterior”, ressalta Carlos Tadeu Fraga, gerente-executivo do Cenpes.
“Aqui, é possível ter acesso a tudo o que é importante para desenvolver novos projetos”, frisa o engenheiro químico Henrique Soares Cerqueira, um dos recordistas de patentes, para quem os resultados são provenientes de uma cultura voltada à inovação. Com mestrado em Engenharia Química e doutorado em Catálise na França, Cerqueira pesquisa formas de transformar gás natural em derivados líquidos de alta pureza. O engenheiro eletricista Eduardo Fiorini Pavinatto é coordenador na área de Energia Eólica e participou da criação da planta eólica de Macau, no Rio Grande do Norte. Com capacidade de gerar 1.8 MW, a usina é a primeira deste tipo pertencente à companhia e supre boa parte da energia necessária à produção na região. “A usina é sucesso absoluto. Acompanhamos todo o processo de instalação e ainda hoje oferecemos apoio tecnológico. O setor de energia eólica tem crescido 15% ao ano no Brasil e deve aumentar. Por isso, é tão importante nos dedicarmos ao projeto”, finaliza.

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