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| 1,5 mil convênios
são mantidos pelo Cenpes com universidades brasileiras |
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Petróleo 100% brasileiro / Pesquisa
e desenvolvimento |
Cenpes: o começo
de tudo |
Centro de pesquisas da Petrobras é
considerado o mais moderno de toda
a América Latina e, além de celeiro
de grandes profissionais, é também
o berço do desenvolvimento das novas
tecnologias de ponta na área petrolífera |
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Ciência e tecnologia sempre foram um fator estratégico para a conquista da auto-suficiência nacional em petróleo. Investimentos nessa área contribuíram para reduzir custos e elevar a produtividade da Petrobras. Além disso, a formação geológica brasileira fez da inovação tecnológica um ingrediente crucial para a exploração e produção de petróleo no País, seja pelo pioneirismo em águas profundas, seja pela capacidade de manter a produção dos primeiros campos descobertos. Para responder a esse desafio, a Petrobras criou um sistema tecnológico que permeia e mobiliza todas as áreas da empresa. Na liderança desse sistema está o maior centro de pesquisas da América Latina – o Cenpes. Celeiro de profissionais que atuam à frente de seu tempo, o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello é um núcleo de excelência voltado ao desenvolvimento de idéias ousadas e inovadoras, produtor de soluções tecnológicas de vanguarda para a indústria de petróleo, gás natural, energias renováveis e para a preservação do meio ambiente.
Essa ousadia coloca o Brasil na posição de maior produtor mundial de petróleo em águas profundas. Basta reparar no que diz o vice-presidente do grupo Penwell, organizador da maior conferência internacional de tecnologia em águas profundas (a DOT – Deep Offshore Technology), Jonh Royall. “A Petrobras está para a DOT assim como o Brasil está para o Carnaval”, disse Royall.
A infra-estrutura mantida na Cidade Universitária, na Ilha do Fundão (RJ), onde está instalado o Cenpes, não é pequena: com uma arquitetura futurista, o centro ocupa uma área de 122 mil metros quadrados, conta com 137 laboratórios e 30 unidades piloto, onde atuam 1.576 cientistas e técnicos (entre doutores, mestres e graduados). “Tudo que foi construído aqui é fruto de uma semente plantada por alguns visionários, que identificaram que uma empresa de petróleo para crescer tem que se apoiar num centro de excelência tecnológica”, frisa Carlos Tadeu Fraga, gerente executivo do Cenpes.
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| Petrobras está duplicando área destinada à ciência
e tecnologia |
Um desses visionários, hoje aposentado, é Antonio Seabra Moggi, o primeiro superintendente do Cenpes, do qual esteve à frente por 15 anos. O centro foi fundado em 1963, mas sua trajetória foi iniciada na época da criação da Petrobras, quando houve a necessidade de formação de pessoal especializado para a indústria petroquímica que nascia. Batizado inicialmente de Cenap (Centro de Aperfeiçoamento e Pesquisas de Petróleo), era conhecido por oferecer cursos nas áreas de geologia, perfuração e produção, manutenção de equipamentos e aplicação de asfalto.
Sua história vitoriosa na área tecnológica começou quando, há mais de 40 anos, foi necessário mudar as condições de processamento das refinarias da empresa. Até aquele momento, a matéria-prima utilizada era importada do Oriente Médio e surgia a necessidade de processar petróleo nacional, mais viscoso. Para tanto, a Petrobras cogitou a necessidade de contratar empresas estrangeiras, o que não foi necessário. “Tínhamos técnicos capazes e fizemos o trabalho, elevando a produção de derivados leves em 20%. Foi um sucesso”, conta Moggi.
Em 1973, o Cenpes deixou o bairro da Urca, no Rio de Janeiro, e foi instalado na atual sede. Dois anos mais tarde, ganhou o nome pelo qual até hoje é conhecido – uma homenagem a um grande incentivador das atividades de pesquisa na companhia, Leopoldo Américo Miguez de Mello. Em 1976, o Cenpes agregou a área de engenharia básica. O ano seguinte foi outro marco para a Petrobras: entrou em produção, em profundidade de 124 metros, o campo de Enchova, o primeiro na Bacia de Campos, litoral fluminense. Na década de 80, mais duas descobertas na mesma bacia abriram um novo cenário, o de águas profundas: Marlim e Albacora, de 500 a mais de 1.000 metros. Foi inevitável uma revolução tecnológica, após a constatação de que 76% das reservas brasileiras estavam em águas profundas e ultraprofundas.
O Cenpes respondeu à altura do desafio. Exemplo disso foi o desenvolvimento das plataformas semi-submersíveis de produção em profundidade de mil metros, que substituíram as fixas, cujas “pernas” não alcançavam a superfície do solo marinho. Atualmente, os técnicos se debruçam sobre uma nova ousadia: um novo conceito de plataforma flutuante – batizada de MonoBR – com o casco em formato circular, desenvolvida para ter mais estabilidade na produção de petróleo em águas com mais de 3.000 metros de profundidade.
O Cenpes mantém hoje 900 projetos de pesquisa e desenvolvimento
(P&D), 48 voltados à área de engenharia básica
e 12 programas tecnológicos. Entre eles estão o Procap,
lançado na esteira das descobertas na Bacia de Campos, que
consiste em desenvolvimento de sistemas de exploração
em águas ultraprofundas, o Pravap, que visa à manutenção
da vida útil de campos maduros, ou ainda o Proter, voltado
ao desenvolvimento de tecnologias de refino. Muitos projetos são
desenvolvidos em parceria com universidades e institutos de pesquisa
(quadro ao lado). Com todo esse aparato, o reconhecimento foi uma
conseqüência natural. Por duas vezes, em 1992 e em 2001,
a Petrobras ganhou o prêmio da Conferência de Tecnologia
Offshore (OTC) pelo desenvolvimento tecnológico para a produção
de petróleo em águas profundas. Também conquistou
por duas vezes, em 2004 e neste ano de 2006, o Prêmio Refinador
do Ano, oferecido pela World Refining Magazine, um dos
mais importantes do setor de petróleo, gás e energia.
O Cenpes
tem hoje 137 laboratórios, onde atuam 1.576 cientistas e
técnicos

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