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Petróleo 100% brasileiro / Conheça o petróleo
Por dentro do processo de refino
Como o petróleo bruto é transformado em derivados
Entenda o esquema básico de refino
Abastecimento garantido
Investindo no futuro
O mundo da petroquímica
Petroquisa: o caminho de volta
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O refino do petróleo constitui-se da série de beneficiamentos pelos quais ele
passa para a obtenção de produtos. Refinar petróleo, portanto, é separar as
frações desejadas, processá-las e industrializá-las, transformando-as em
produtos vendáveis. Confira:

• O objetivo inicial das operações na refinaria consiste em conhecer a
composição do petróleo a destilar, pois são variáveis a constituição e o
aspecto do petróleo bruto, segundo a formação geológica do terreno de
onde ele é extraído. Há tipos leves e claros, outros marrons, amarelos,
verdes; alguns pretos e outros, ainda, verde-escuros.

• Nas refinarias, o petróleo é submetido a diversos processos pelos quais
se obtém grande diversidade de derivados: gás liquefeito de petróleo (GLP)
ou gás de cozinha, gasolina, naftas, óleo diesel, gasóleos, querosenes de
aviação e de iluminação, óleo combustível, asfalto, lubrificantes, solventes,
parafinas, coque de petróleo e resíduos. As parcelas dos derivados produzidos variam de acordo com o tipo de petróleo processado. Petróleos mais leves dão
maior quantidade de gasolina, GLP e naftas, que são produtos leves. Já os
petróleos pesados resultam em maiores volumes de óleos combustíveis e
asfaltos. No meio da cadeia estão os derivados médios, como diesel e querosene.

• A primeira etapa do refino é a destilação atmosférica, pela qual passa todo o petróleo a ser beneficiado. Ela se realiza em torres de dimensões variadas, que possuem, ao longo da coluna principal, uma série de pratos perfurados em várias alturas, um para cada fração desejada. O petróleo é pré-aquecido na retorta e introduzido na metade da torre de fracionamento. Como a parte de baixo da torre é mais quente, os hidrocarbonetos gasosos tendem a subir e se condensar ao passarem pelos pratos. Nessa etapa, são recolhidos como derivados da primeira destilação, principalmente, gás, gasolina, nafta e querosene. As frações retiradas nas várias alturas da coluna ainda precisam de novos processamentos para ser transformadas em produtos ou servir de carga para derivados mais nobres.

• As frações mais pesadas do petróleo, que não foram separadas na primeira destilação, descem para o fundo da torre e vão constituir o resíduo ou a carga
para uma segunda destilação, onde recebem mais calor, agora sob vácuo. Mais complexo, o sistema segue o mesmo processo dos pratos que recolhem as
frações menos pesadas, como óleo diesel e óleo combustível. Na parte de baixo,
é recolhido novo resíduo, que será usado para produção de asfalto ou como
óleo combustível pesado.

• A terceira etapa do refino consiste no craqueamento, que pode ser térmico
ou catalítico. O princípio desses processos é o mesmo e se baseia na quebra
de moléculas longas e pesadas dos hidrocarbonetos, transformando-as em moléculas menores e mais leves. O craqueamento térmico exige pressões e temperaturas altíssimas para a quebra das moléculas, enquanto no catalítico
o processo é realizado com a utilização de um produto chamado catalisador, substância que favorece a reação química, sem entrar como componente do
produto. Uma série de outras unidades de processo transforma frações
pesadas do petróleo em produtos mais leves e coloca as frações destiladas
nas especificações adequadas para consumo.