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Petróleo 100% brasileiro / Projeto
Pólo da tecnologia
Novo complexo do Rio de Janeiro
trará avanços históricos

O Brasil está a poucos anos de comemorar mais uma conquista tecnológica da Petrobras. Com inauguração prevista para 2012, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, em Itaboraí, vai aproveitar o petróleo pesado retirado da Bacia de Campos para a produção de eteno e propeno, insumos tradicionalmente gerados da nafta, oriunda de refinarias de petróleo. Hoje, o País importa cerca de 35% da nafta que consome. O novo pólo está orçado em cerca de US$ 6,5 bilhões e vai gerar em torno de 212 mil empregos. A economia anual com a substituição de importações será de US$ 2 bilhões. Atualmente, a maior parte da produção brasileira (1,91 milhão de barris/dia, na média prevista para 2006) é de petróleo pesado. “Para a área de abastecimento, desenvolver esta tecnologia tem o mesmo valor que a conquista das águas profundas pelas áreas de exploração e produção”, diz Paulo Roberto Costa, diretor de Abastecimento da Petrobras.

A Unidade de Produção de Petroquímicos Básicos do Comperj será o maior projeto isolado da companhia em toda a sua história. Na primeira fase, serão processados 150 mil barris diários do petróleo do campo de Marlim para produzir anualmente 1,3 milhão de toneladas de eteno, 800 mil toneladas de propeno, 360 mil toneladas de benzeno e 700 mil toneladas de para-xileno. A partir destes produtos básicos serão fabricados, nas Unidades Petroquímicas Associadas (segunda geração), os polietilenos, o polipropileno, o estireno e o etilenoglicol. Haverá também uma pequena produção de derivados combustíveis: diesel, nafta e coque. Na primeira geração, serão investidos US$ 3,5 bilhões e na segunda outros US$ 3 bilhões.

US$ 6,5 bilhões é o investimento previsto para a construção do futuro complexo