| Petróleo 100% brasileiro / Cenários |
| Retratos do Nordeste |
A produção de gás e petróleo se
expande na região e compõe a
paisagem em três de seus Estados |
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Solo árido de onde brotam mandacarus, praias de mar cor-de-esmeralda enfeitadas por bosques de coqueiros, águas mornas e convidativas ao turismo. Este é o cenário do Nordeste brasileiro ao redor do mundo. Mas há algo mais nas imagens da região: os cavalos-de-pau, torres e plataformas de produção de petróleo, que se tornam cada vez mais comuns, do sertão às águas profundas nordestinas. Juntos, os Estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Alagoas – além de Bahia e Sergipe, mostrados no fascículo 2 – têm uma importância crescente para a auto-suficiência brasileira em petróleo. Em solo potiguar, por exemplo, está o maior campo terrestre do País, o de Canto do Amaro – a Petrobras prevê investimentos de US$ 1,46 bilhão no Rio Grande do Norte até 2010, nos segmentos de exploração e produção, gás natural, energia térmica e alternativa, distribuição, segurança e meio ambiente. Também serão aplicados US$ 1,1 bilhão no desenvolvimento de diversos campos. Confira:
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| Rio Grande do Norte: sonda
na Ponta do Tubarão. Estado tem maior campo terrestre
do País |
Rio Grande do Norte – A Companhia de Pesquisas
de Recursos Minerais fazia uma perfuração no município
de Mossoró, em 1979, em busca de água para abastecer
a piscina de um hotel. Por acaso, encontrou petróleo. Comunicada,
a Petrobras perfurou um poço e comprovou a existência
de petróleo em quantidades comerciais. Hoje, o Estado é
o maior produtor em terra e o segundo produtor do Brasil, superado
somente pela Bacia de Campos. São 76 mil barris diários
de petróleo e 3,6 milhões de metros cúbicos/dia
de gás. A extração é feita em 45 campos
terrestres e seis marítimos da Bacia Potiguar, numa área
de 48 mil quilômetros quadrados, metade dos quais mar adentro.
A produção marítima começou em 1973
e se distribui por seis campos. O coração do complexo
petrolífero do Rio Grande do Norte e Ceará é
o Pólo Industrial de Guamaré, onde a Petrobras processa
o petróleo e o gás produzidos nos campos terrestres
e no mar da Bacia Potiguar. Ainda para 2006, está prevista
a perfuração de 182 poços no Estado, sendo
177 em terra e cinco no mar. A Petrobras é fundamental na
melhoria das condições de vida das populações
dos assentamentos e comunidades rurais, através da cessão
de centenas de poços que não produzem petróleo,
mas outro líquido, também muito precioso por lá:
a água, que viabiliza projetos de agricultura.
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Ceará: plataforma
no campo de Curimã. Estado terá novos poços
em águas profundas |
Ceará – O Estado tem quatro campos
de petróleo no mar e dois em terra que produzem um total
de 11 mil barris diários de petróleo e cerca de 300
mil metros cúbicos de gás. A primeira descoberta ocorreu
há 30 anos, no fundo do oceano: o campo de Xaréu.
Depois vieram Curimã, Espada e Atum, que produzem por meio
de um complexo de nove plataformas localizadas em águas bem
rasas, entre 12 e 50 metros de profundidade. Os campos de Fazenda
Belém e Icapuí são os braços terrestres
da produção no Ceará. Para este ano e o próximo,
está prevista a perfuração de três poços
exploratórios em águas profundas na Bacia do Ceará,
o primeiro deles em profundidade d´água de 1.400 metros.
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Alagoas: cavalo-de-pau
no canavial. Produção de álcool
e petróleo no mesmo terreno |
Alagoas – Em Alagoas, a matéria-prima
e a produção de combustível se misturam na
bela paisagem local. Na superfície, em grandes extensões
que se perdem no horizonte, cultiva-se a cana que vai gerar o álcool.
Do subsolo, os poços, com suas árvores-de-natal metálicas,
extraem o petróleo e o gás natural. Atualmente, a
Unidade de Processamento de Gás Natural de Alagoas (UPGN)
abastece Maceió e cidades vizinhas produzindo 150 toneladas
diárias de gás de cozinha, o equivalente a 11,5 mil
botijões de 13 quilos, 1,8 milhão de metros cúbicos
de gás industrial e 100 mil litros de gasolina natural. As
primeiras descobertas em Alagoas datam de 1957: os campos de Tabuleiro
dos Martins, na periferia de Maceió, e Jequiá, no
município do mesmo nome. Hoje, há em atividade seis
campos – cinco em terra e um no mar (campo de Paru), que produzem
cerca de 10,7 mil barris de petróleo e 2,5 milhões
de metros cúbicos diários de gás. Mesmo com
campos terrestres em atividade há quase cinco décadas,
a produção continua crescendo.

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