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Petróleo 100% brasileiro / Exploração
Novas fronteiras
Para sustentar a auto-suficiência,
Petrobras investe na prospecção
em bacias que estão espalhadas
de norte a sul do território nacional

Alcançada a auto-suficiência, Brasil e Petrobras terão pela frente um novo desafio: sustentar essa conquista. Para que a meta seja atingida, levando em conta o aumento constante da demanda, a melhor saída é expandir fronteiras. E é nisso que a gigante brasileira do petróleo está investindo. Em 2005, a empresa arrematou 10% dos 398 mil quilômetros quadrados de áreas para exploração licitados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Além da exploração de novas fronteiras, que são áreas ou bacias inteiras ainda em fase inicial de exploração, a estratégia passa por objetivos de curto e médio prazos, com projetos de produção de campos já descobertos e por novas descobertas em bacias com bom potencial petrolífero e com exploração mais avançada. “Este conjunto de ações permitirá a recomposição e ampliação das reservas e o conseqüente aumento da produção futura”, afirma o gerente executivo da área de Exploração da Petrobras, Paulo Mendonça.

As áreas de novas fronteiras, nas quais a companhia deposita grandes esperanças para o aumento da produção de petróleo e gás no País, estão distribuídas geograficamente por toda a área sedimentar brasileira. A primeira delas é formada pela águas ultraprofundas da Bacia de Santos, onde está sendo perfurado o poço exploratório mais profundo do Brasil, hoje a 7.576 metros, com lâmina d´água de 2.038 metros e que apresenta muitos indícios de óleo e gás. A importância deste poço torna-se maior porque pela primeira vez está sendo investigada a seção pré-sal da bacia, onde estão localizadas as camadas rochosas geradoras do petróleo.

As águas profundas das bacias do sul da Bahia, de Jequitinhonha e de Camamu-Almada, com excelentes perspectivas de descobertas de grandes volumes de petróleo, fazem parte de outra área de nova fronteira. O destaque é para Jequitinhonha, vista como a próxima nova província petrolífera brasileira. As águas rasas e profundas da margem equatorial brasileira, formadas pelas bacias de Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar em águas profundas, compõem a terceira nova frente exploratória apontada pela área de Exploração e Produção da Petrobras. De acordo com estudos disponíveis, são altos os riscos exploratórios na região, porém grandes os volumes de petróleo, em caso de descoberta.

Juarez Cavalcanti
Bacia do Jequitinhonha pode ser a nova província petrolífera do mar

Relegadas a segundo plano até quatro anos
atrás – seja por insucessos iniciais, ocorrência
de óleo superpesado ou por insuficiente
investimento e esforço exploratório –, áreas como as porções sul e norte da Bacia de Campos, as águas profundas e rasas da Bacia do Espírito Santo e o centro-norte da Bacia de Santos apresentam hoje boas perspectivas para descobertas comerciais. Segundo Mendonça, tais áreas poderão estar produzindo nos próximos cinco a dez anos. “Os novos modelos exploratórios aplicados a essas áreas desde 2002 já deram excelentes resultados, com 17 novos campos descobertos, além do de Piranema, nas águas profundas de Sergipe-Alagoas.”

Até chegar a esta trilha de sucessos, a Exploração da Petrobras passou por diversas etapas. Até 2002 a exploração concentrava esforços e investimentos no núcleo maduro da Bacia de Campos. Depois, determinou-se como estratégia a busca de modelos geológicos alternativos aos usuais. Assim, saiu-se para o sul e o norte da bacia, para a Bacia do Espírito Santo e para a Bacia de Santos, com resultados excelentes.