 |
|
 |
 |
| US$ 28 bilhões é quanto será
investido em exploração e produção
até 2010 |
|
|
|
|
| Petróleo 100% brasileiro / Exploração |
| Novas fronteiras |
Para sustentar a auto-suficiência,
Petrobras investe na prospecção
em bacias que estão espalhadas
de norte a sul do território nacional |
 |
Alcançada a auto-suficiência, Brasil e Petrobras terão pela frente um novo desafio: sustentar essa conquista. Para que a meta seja atingida, levando em conta o aumento constante da demanda, a melhor saída é expandir fronteiras. E é nisso que a gigante brasileira do petróleo está investindo. Em 2005, a empresa arrematou 10% dos 398 mil quilômetros quadrados de áreas para exploração licitados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Além da exploração de novas fronteiras, que são áreas ou bacias inteiras ainda em fase inicial de exploração, a estratégia passa por objetivos de curto e médio prazos, com projetos de produção de campos já descobertos e por novas descobertas em bacias com bom potencial petrolífero e com exploração mais avançada. “Este conjunto de ações permitirá a recomposição e ampliação das reservas e o conseqüente aumento da produção futura”, afirma o gerente executivo da área de Exploração da Petrobras, Paulo Mendonça.
As áreas de novas fronteiras, nas quais a companhia deposita grandes esperanças para o aumento da produção de petróleo e gás no País, estão distribuídas geograficamente por toda a área sedimentar brasileira. A primeira delas é formada pela águas ultraprofundas da Bacia de Santos, onde está sendo perfurado o poço exploratório mais profundo do Brasil, hoje a 7.576 metros, com lâmina d´água de 2.038 metros e que apresenta muitos indícios de óleo e gás. A importância deste poço torna-se maior porque pela primeira vez está sendo investigada a seção pré-sal da bacia, onde estão localizadas as camadas rochosas geradoras do petróleo.
As águas profundas das bacias do sul da Bahia, de Jequitinhonha e de Camamu-Almada, com excelentes perspectivas de descobertas de grandes volumes de petróleo, fazem parte de outra área de nova fronteira. O destaque é para Jequitinhonha, vista como a próxima nova província petrolífera brasileira. As águas rasas e profundas da margem equatorial brasileira, formadas pelas bacias de Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar em águas profundas, compõem a terceira nova frente exploratória apontada pela área de Exploração e Produção da Petrobras. De acordo com estudos disponíveis, são altos os riscos exploratórios na região, porém grandes os volumes de petróleo, em caso de descoberta.
 |
 |
| Bacia do Jequitinhonha pode ser a nova província petrolífera do mar |
Relegadas a segundo plano até quatro anos
atrás – seja por insucessos iniciais, ocorrência
de óleo superpesado ou por insuficiente
investimento e esforço exploratório –, áreas
como as porções sul e norte da Bacia de Campos, as
águas profundas e rasas da Bacia do Espírito Santo
e o centro-norte da Bacia de Santos apresentam hoje boas perspectivas
para descobertas comerciais. Segundo Mendonça, tais áreas
poderão estar produzindo nos próximos cinco a dez
anos. “Os novos modelos exploratórios aplicados a essas
áreas desde 2002 já deram excelentes resultados, com 17
novos campos descobertos, além do de Piranema, nas águas
profundas de Sergipe-Alagoas.”
Até chegar a esta trilha de sucessos, a Exploração da Petrobras passou por diversas etapas. Até 2002 a exploração concentrava esforços e investimentos no núcleo maduro da Bacia de Campos. Depois, determinou-se como estratégia a busca de modelos geológicos alternativos aos usuais. Assim, saiu-se para o sul e o norte da bacia, para a Bacia do Espírito Santo e para a Bacia de Santos, com resultados excelentes.

|