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Petróleo 100% brasileiro / Cidades
Macaé, o Texas
brasileiro
A capital nacional do petróleo
cresce 7,5% ao ano e investe
na preparação do seu futuro

Nas últimas três décadas, os royalties do petróleo enriqueceram a cidade de Macaé, no norte fluminense, a ponto de inspirar o apelido de Texas brasileiro. O crescimento foi vertiginoso para um município que na década de 70 tinha a pesca como base da economia. De 40 mil habitantes há 30 anos, a população passou para mais de 200 mil (160 mil fixos e 50 mil flutuantes), a renda média mensal é de R$ 2 mil e em 2006 a atividade petrolífera renderá R$ 350 milhões aos cofres públicos. A cidade apresenta também uma das menores taxas de analfabetismo do País. Apesar do presente brilhante, Macaé já se prepara para o futuro. A capital brasileira do petróleo trabalha a todo vapor para diversificar os negócios e está prevista a construção de três pólos (Industrial, Tecnológico e Universitário) para garantir que a prosperidade continue.

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Renda extra: atividade petrolífera
gerará R$ 350 milhões em 2006

O ponto-chave da estratégia é a educação, com vistas à formação de mão-de-obra e capacitação profissional fora do setor offshore. O Pólo Universitário, já em construção, tem investimento inicial de
R$ 13 milhões – será criada a Universidade Municipal de Macaé. O Sesi/Senai inaugura este ano uma nova sede de R$ 30 milhões, para capacitar e treinar mão-de-obra em diversas áreas. A oferta de emprego no município cresce, em média, 15% a cada ano. A implantação do Pólo Industrial já despertou interesse de cerca de 200 empresas. Para 2007, está programado o Pólo Tecnológico, que busca atrair indústrias e empresas de tecnologia de ponta.

Há dois anos, Macaé foi indicada pela Fundação Getúlio Vargas como a segunda melhor cidade do Brasil para se trabalhar. As 368 empresas de prestação de serviços e apoio à produção registradas nas décadas de 1970 e 1980 multiplicaram-se e hoje são cerca de seis mil. O movimento no aeroporto local é um termômetro do giro de negócios na cidade: 42 pousos e decolagens de helicópteros por dia, com cerca de 50 mil passageiros por mês. É o maior da América Latina em pousos e decolagens. Das empresas registradas na cidade, 10% são ligadas ao setor de petróleo e respondem por 90% da arrecadação do ISS. O orçamento anual de Macaé é de R$ 700 milhões. O secretário municipal da Indústria, Comércio, Desenvolvimento e Energia, Alexandre Castanhola Gurgel, rebate a idéia de que há dinheiro de sobra. Para atender às carências de infra-estrutura de uma cidade que cresce a uma taxa de 7,5% ao ano, diz, é preciso investimento de pelo menos R$ 1 bilhão. “Os royalties são uma compensação para os municípios se adequarem a uma atividade econômica gigantesca e voraz no consumo de infra-estrutura.” A maior parte do dinheiro tem sido gasta nas demandas do presente, como a melhoria da malha viária e outras obras.