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| Mãos à
obra: trabalho dos sondadores tem de ser ininterrupto,
até atingir a profundidade desejada |
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Petróleo 100% brasileiro /
Conheça o petróleo |
| A ciência da perfuração |
Um trabalho intenso e de
resultado incerto |
A intuição, às vezes, funcionava. Mas era só o que havia nos primeiros tempos da exploração de petróleo. Hoje, a ciência e a tecnologia dão uma mão e tanto. Antes de perfurar um poço exploratório, realiza-se um extenso programa de análises de superfície e subsuperfície da terra. Só após o prognóstico do comportamento das diversas camadas do subsolo, através de processos altamente científicos, técnicos decidem onde perfurar, dando origem ao poço pioneiro. Em terra ou no mar, o trabalho só termina quando se atinge a profundidade programada ou o objetivo proposto: 800, dois mil metros, seis mil metros, etc.
• Em terra, usa-se a sonda de perfuração. Trata-se de uma torre metálica de mais de 40 metros de altura, que sustenta um tubo vertical, a coluna de perfuração – em cuja extremidade é colocada uma broca. Todo o material triturado pela broca vem à superfície, misturado com um fluido especial injetado no local perfurado. A análise desse material revela ao geólogo a história geológica das sucessivas camadas rochosas e permite que se conclua se pode haver ocorrência de petróleo.
• Apesar do progresso dos métodos de pesquisas, mais de 80% dos poços pioneiros não resultam em descobertas aproveitáveis. Nesse caso, o poço é tampado com cimento e abandonado.
• Fase seguinte, a avaliação tem o objetivo de determinar se o poço contém petróleo em quantidades comerciais. Se os resultados forem promissores, executam-se os testes de produção, que podem estimar a vazão diária de petróleo do poço.
• No mar, as etapas são praticamente idênticas. A sonda é instalada sobre plataformas (fixas ou móveis) ou navios de perfuração. Em águas mais rasas, são utilizadas plataformas auto-elevatórias, cujas pernas se fixam no fundo do mar e projetam o convés sobre a superfície, livrando-o dos efeitos das ondas e correntes marinhas. Em águas profundas, empregam-se plataformas flutuantes ou semi-submersíveis, sustentadas por estruturas posicionadas abaixo dos movimentos das ondas. Em áreas sob condições de mar severas, são utilizados principalmente os navios-sonda, cuja estabilidade é conseguida pela movimentação de várias hélices, controladas por computador.
• Confirmada a comercialidade da descoberta e as dimensões da jazida, chega a vez do projeto de produção, que começa com um estudo de viabilidade técnico-econômica. Nele, fatores como valor de mercado, custo de extração, receita esperada e tecnologia disponível são tão importantes quanto a própria descoberta.
• A perfuração é um trabalho duro e ininterrupto. A cada 27 metros os sondadores encaixam um novo tubo. Como a vida útil da broca, que está na extremidade do primeiro tubo, é relativamente curta, ela precisa ser trocada várias vezes durante a sondagem. Para isso é preciso retirar todos os tubos em seções de 27 metros e, depois da troca, recolocar tudo no poço, sempre mantendo a pressão. Se o poço estiver a quatro mil metros, o que é comum, serão necessárias mais de 200 operações com tubos, para retirar e colocar a nova broca.

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