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Jônio M.  
Equipe sísmica em ação: a pesquisa
é criteriosa, pois perfurar um poço
custa alguns milhões
 
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Petróleo 100% brasileiro /
Conheça o petróleo
A arte da exploração
Engenheiros, geólogos e geofísicos
têm de superar barreiras. Em terra, as
rochas são de difícil exploração. No mar,
o petróleo está em águas profundas

No Brasil, a exploração é tarefa muito complexa, não só pela extensão de nossa área sedimentar, superior a seis milhões de quilômetros quadrados, como pelo tipo de rocha de difícil exploração. No mar, a dificuldade está na profundidade da água em que se encontram os maiores reservatórios já localizados, de 200 a 2 mil metros de lâmina d’água. A seguir, as etapas da exploração:

O primeiro passo é o levantamento topográfico aéreo, a aerofotogrametria. Assim é traçado o primeiro esboço de um mapa geológico, que vai orientar o geólogo e o geofísico na procura das locações mais favoráveis para se realizar a perfuração com a menor margem de erro possível.

A segunda etapa é a sísmica, uma espécie de ultra-sonografia do subsolo, que permite reconstituir as condições de formação e acumulação de petróleo em determinada região. Para isso, os técnicos percorrem milhares de quilômetros em terra e no mar, levantando dados que permitam desenhar o corte transversal das rochas.

Os levantamentos são obtidos por meio de explosões controladas, gerando ondas que se propagam através das camadas das rochas. Ao voltarem à superfície, as ondas são captadas por geofones (em terra) e hidrofones (na água), que registram suas reflexões e refrações (desvios), o que permite estabelecer a natureza físico-química das rochas. A sísmica indica que uma área possui condições para acumular petróleo, mas não garante sua existência. Isto só é confirmado pela sonda.

Os geólogos utilizam outras técnicas geofísicas de investigação de superfície. Entres elas, está a utilização do gravímetro ou balança de torção que indica pequenas variações da gravidade. Estas alterações são causadas pela distribuição, no subsolo, de rochas com densidades variadas.

Outro método é a aeromagnetometria, que determina a distribuição de rochas com características magnéticas diversas. Instalados em aviões, os aparelhos permitem conhecer a natureza e a profundidade da rocha.

Depois de marcados no mapa os pontos em que as probabilidades de se encontrar petróleo e gás natural são maiores, os técnicos escolhem, entre as locações estudadas, quais devem ser aprovadas para perfuração. A escolha tem que ser criteriosa, pois um poço pioneiro (o primeiro perfurado numa área) custa alguns milhões de dólares e pode estar seco. Graças ao rigor, o País é auto-suficiente. n