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Solução para todas
Há uma variedade de métodos para se evitar filhos. Ao optar
por um, confira com seu médico a eficácia e a facilidade de uso,
entre outros itens

Pilula
Pilula do dia seguinte
Camisinha
Injeções mensais
Implante subcutâneo
Tabelinha
DIU
Diafragma
Coito interrompido

PREVENÇÃO Procure saber
se a sua escolha de contraceptivo é a mais adequada às suas necessidades

Na vida sexual, ter prazer completo é um grande
feito. Melhor ainda se, ao final da relação, não surgir nenhuma encanação. Um exemplo clássico é o temor
da gravidez indesejada, que atormenta muita gente, apesar da variedade de meios para prevenir a concepção. Não poucas mulheres têm esse medo. Pesquisa do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, feita no ano passado, mostra que cerca de 40% da população feminina nas principais capitais do Brasil está nesse quadro.

Para acabar com o medo de engravidar sem ter planejado, a mulher tem hoje alternativas acessíveis para todos os bolsos. E novidades estão a caminho. Neste mês, deve chegar ao Brasil o implante subcutâneo. Trata-se de um microbastão com progestogênio (um hormônio sintético), que deve ser inserido no braço ou
na nádega da paciente. Outro produto novo, ainda a ser autorizado no Brasil, é o anel vaginal. É um artefato de plástico (cerca de 4 cm de diâmetro) que libera hormônios ao longo do mês.
Funciona como a pílula, usado por três semanas, com uma de intervalo. As possibilidades futuras incluem um adesivo contraceptivo aplicado na pele
(que deve ser trocado uma vez por semana) e as pílulas com ação benéfica
sobre a pele, os cabelos e a retenção de líquidos.

Enquanto as novidades não chegam, convém escolher o método anticoncepcional com calma. A tarefa exige certa atenção e uma boa orientação médica. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o casal apure as respostas para algumas questões antes de se decidir. Uma delas é se a solução planejada é permanente ou reversível. Ou o quanto ela é eficaz. Há mais pontos a levantar: proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, exigência de cooperação do parceiro, existência de efeitos colaterais, facilidade de uso e possibilidade de interrupção do método.

Convicção – Se o desejo é nunca engravidar ou não ter mais filhos, existem as cirurgias (ligação de trompas e laqueadura, por exemplo), que só devem ser feitas por pessoas convictas da escolha. A reversão é muito difícil. “É uma decisão que deve ser muito bem pensada”, reforça o ginecologista e obstetra Sérgio Ramos, de São Paulo. Para mulheres que sonham ser mães no futuro, há três tipos básicos de contraceptivos: comportamentais, hormonais e os de barreira (de curta ou longa duração). No primeiro caso, estão a famosa tabelinha e o coito interrompido (em que a relação pára antes da ejaculação). Suas vantagens são o custo zero, a baixa possibilidade de efeitos adversos e o fato de serem aceitos por religiões que condenam o uso de outros métodos. O problema é o alto índice de falha (leia o quadro que começa à pág. 18). As mulheres que buscam formas mais seguras de evitar a gravidez podem recorrer aos métodos de barreira (camisinha masculina e feminina, diafragma e DIU), hormonais (injeções, pílula), ou ao endoceptivo (produto que contém hormônios e que é inserido no útero, bloqueando os espermatozóides).

Desde seu surgimento, na década de 60, a pílula vem sendo aprimorada. Principalmente no que se refere à dosagem de hormônios sintetizados, cada vez mais reduzida, graças ao desenvolvimento de novos compostos hormonais. “Os efeitos colaterais eram muito grandes”, afirma o ginecologista e obstetra Nílson Roberto de Melo, chefe do setor de planejamento familiar do Hospital das Clínicas de São Paulo. A pílula atual contém de 20 a 30 microgramas de estrogênio e de 75 a 150 microgramas de progestogênio. Melo afirma que em 2002 deve ser comercializada uma versão com apenas 15 microgramas do componente estrogênico e 60 microgramas de progestogênio. Dessa forma, ela provocará menos efeitos adversos. As mulheres vão comemorar.

     

 

 

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