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| Marta Suplicy mostra apoio total de sua
família para quebrar a rejeição |
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| São Paulo / SP |
| A isca é a emoção |
Na caça pelo voto do paulistano, a principal
munição tem sido a emoção. Os candidatos
a prefeito de São Paulo começaram a campanha televisiva,
na quarta-feira 18, tentando fisgar os eleitores da maior cidade
brasileira pelo coração. Mais do que os projetos para
a metrópole, destacaram-se fotos dos candidatos quando bebês,
suas biografias e depoimentos de parentes. A expectativa sobre quem
governará São Paulo provavelmente se estenderá
até os últimos capítulos, já que a disputa
continua polarizada com a prefeita Marta Suplicy (PT) em primeiro
lugar nas intenções de voto (26,5%), mas tecnicamente
empatada com o ex-ministro da Saúde José Serra (PSDB),
com 24,8%. Logo após vem o ex-prefeito Paulo Maluf (PP),
com 23,0%. Os números constam da segunda rodada da pesquisa
ISTOÉ/Databrain, feita nos dias 16 e 17 de agosto, com 800
entrevistados, margem de erro de 3,5 pontos porcentuais e intervalo
de confiança de 95,5%. De acordo com o levantamento –
registrado no TRE-SP sob o número 002600104/SPPE –,
a ex-prefeita Luiza Erundina (PSB) surge com 8,1%. O grande problema
de Marta Suplicy é sua taxa de rejeição, a
segunda maior (26,5%), atrás somente de Maluf (29,5%). A
seu favor, Serra ostenta só 4,1% de rejeição,
atrás de Erundina (5,0%). Marta foi quem mais usou a estratégia
– idealizada pelo marqueteiro Duda Mendonça –
de se aproximar dos eleitores pelo lado pessoal. Boa parte de sua
rejeição se deve à separação
do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), em 2001, para casar-se com o
argentino Luís Favre, hoje coordenador de sua campanha.
No programa de estréia surgiram o carismático Suplicy, os filhos, André, João, Supla, a nora Maria Fernanda e o neto Teodoro. João, com o violão, tocou uma música feita para a “Vovó Marta”. A prefeita desabafou: “A separação foi dolorosa”, mas ressaltou que é amiga do ex-marido. Marta prometeu fazer uma “revolução na saúde” e lembrou seus projetos de educação e transporte. Serra também tentou fisgar o eleitor pelo coração, mostrando fotos da infância e da juventude. O tucano mostrou que não pretende fazer ataques pesados à petista, mas insiste na crítica aos graves problemas da saúde na cidade. Serra procurou quebrar a imagem sizuda, aparecendo sorrindo, abraçando o povo, e apresentando-se como “o candidato do bem” e humilde. Recordou ter sido “o melhor ministro da Saúde do Brasil”, tema em que a prefeita é pior avaliada. Já Maluf – que também expôs seu álbum familiar – passou a atacar a gestão de Marta, principalmente as taxas de lixo e de iluminação e lançou mão de promessas, como reativar o PAS (Plano de Atendimento à Saúde). Erundina ressaltou sua experiência por ter governado a cidade entre 1989 e 1992, e explorou a imagem de “prefeita do social”.
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| Paulo Maluf faz ataques mais pesados ao
governo do PT em SP |
Luiz Erundina lembra que foi a “prefeita
do social” |
Embolado na primeira colocação,
Serra exibe humildade e critica saúde |
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