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| Rejeição a
Cesar sobe,
mas ele não
perde posição
no ranking |
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| Rio de Janeiro / RJ |
| Cesar mantém dianteira |
Para manter-se à frente nas pesquisas eleitorais, o prefeito
Cesar Maia, candidato da coligação PFL/PSDB/PSDC/PRTB/PTN/PV/PTdoB,
traçou uma estratégia implacável para a temporada
de propaganda na tevê, que começou na terça-feira
17. Não bastasse ter o maior tempo – sete minutos e
13 segundos –, ele pretende conquistar vários minutos
adicionais explorando o direito de resposta aos ataques feitos pelos
adversários. Maia, que está com 43,2% na segunda rodada
da pesquisa ISTOÉ/ Databrain, avisa: “O objetivo é
bater o recorde de pedidos de direito de resposta e para isso temos
uma equipe que deverá fazer a solicitação ao
TRE meia hora após a ofensa ser veiculada”, explica
Maia. O prefeito não pretende perder nenhum segundo de seu
tempo por ofender os adversários. “Os programas serão
propositivos. Não vou usar a propaganda para atacar ninguém”,
explicou. Maia acredita que a temporada de aparições
televisivas representa o verdadeiro início da campanha. No
entanto terá que tomar cuidado com a rejeição.
Passou do terceiro lugar com 10,6% para 19,3%. Já o segundo
colocado, Marcelo Crivella, levou a melhor no quesito: baixou de
21,5% para 15,7%. O vice-governador Luiz Paulo Conde (PMDB), que
aparece em terceiro lugar, também baixou sua rejeição.
Ele tinha 18% e agora está com 14,7%.
Marcelo Crivella, segundo colocado no levantamento com 19,8% –
a pesquisa
ouviu no dia 17 de agosto 600 eleitores e tem uma margem de erro
de 4,1 pontos porcentuais –, vai utilizar os seus dois minutos
e dez segundos na divulgação de realizações
como bispo da Igreja Universal do Reino de Deus ou como senador.
Em seu programa, Crivella (da coligação PCL/ PL/ PRP)
refere-se a si mesmo pelo plural majestático e promete que,
se eleito, vai dividir a gestão com o eleitor. “Não
queremos estar na prefeitura como apenas mais um prefeito. Nós
queremos ouvir o senhor eleitor”, diz o bispo. A pesquisa
ISTOÉ/Databrain foi registrada no TRE-RJ com o número
RPE017/2004.
Luiz Paulo Conde (PMDB/ PMN) aparece no horário eleitoral como o homem realizador de obras, numa alusão a sua gestão como secretário municipal de Urbanismo e como ex-prefeito. Ele exerceu mandato anterior a Cesar Maia. “O Rio precisa voltar a ser o que ele era na época do meu governo. Havia harmonia entre o prefeito, o governador e o presidente”, recorda ele, que está com 10,5%. A candidata Jandira Feghali, da coligação PCdoB/PCB, tem apenas um minuto e 28 segundos para dar o seu recado e usará vinhetas animadas e outros efeitos para ajudar nessa tarefa. “As pessoas estão precisando voltar a acreditar que política pode ser séria. A nossa expectativa é passar, no pouco tempo que temos, uma mensagem criativa mas de conteúdo forte”, diz a candidata. O petista Jorge Bittar, candidato da coligação PT/ PSB/ PTB, pretende se beneficiar do segundo maior tempo de tevê – seis minutos e 35 segundos – para esquentar a sua campanha, até aqui tocada em banho-maria. Seus programas terão a direção do publicitário Nizan Guanaes.
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| Crivella melhora imagem junto ao eleitor |
Conde patina nos núme-ros e não
sai do 3º lugar |
A comunista Jandira recua,
mas continua à frente do petista Bittar |
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