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| Marta, com alta rejeição,
tem ligeira vantagem no ranking paulistano |
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| São Paulo / SP |
| Clima de guerra |
Eleita como principal campo de batalha municipal – inclusive
pelo presidente Lula – a cidade de São Paulo já
vive clima de guerra, com militantes petistas e tucanos já
trocando sopapos na rua. A metrópole sempre viveu campanhas
acirradas. Mas a primeira eleição desde a posse de
Lula promete ser uma das mais disputadas na cidade. A gestão
da prefeita Marta Suplicy (PT), candidata à reeleição,
está na mira de adversários, especialmente os rivais
tucanos, representados na campanha pelo ex-ministro da Saúde
José Serra. O ex-prefeito Paulo Maluf (PP) demonstra ser
um autêntico político-teflon, já
que boa parte do eleitorado o apóia, apesar das denúncias
por suposta lavagem de dinheiro no Exterior. Os três candidatos
estão embolados no ringue paulistano, em situação
de empate técnico. Mas, pela primeira vez, a prefeita Marta
surge na melhor posição do ranking, segundo pesquisa
ISTOÉ/Databrain, feita entre 1º e 2 de agosto, com 800
entrevistados. A margem de erro é 3,5 pontos porcentuais
e o coeficiente de confiança é de 95,5%. O levantamento
foi registrado no TRE-SP com o número 002000104/SPPE. Marta
tem 25,4% das intenções de voto, Serra, 24,3%, e Maluf,
22,1%.
Mas no quesito rejeição, Maluf é o campeão,
com 35,8%, segundo a pesquisa, seguido de Marta, com 28,4%. Nesse
ítem, Serra tem vantagem, por ostentar um baixo índice
de rejeição: em quarto lugar, com 4,3%, atrás
da ex-prefeita Luiza Erundina (PSB), com 5,6%. Erundina, que ganhou
o precioso apoio do PMDB e tem como vice o deputado federal e presidente
do partido, Michel Temer, está em quarto lugar nas intenções
de voto, com 9%. Em seguida vem o ex-prefeito de Osasco, Francisco
Rossi, do PHS (3,8%), e Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho
da Força Sindical, com 1,8%. Uma boa notícia para
Serra é a boa avaliação da gestão do
governador tucano, Geraldo Alckmin, tida como boa e ótima
por 49,2% dos entrevistados, regular para 34,3% e ruim e péssima
para 11,8%. A própria prefeita tem aprovação
menor: 38,4% consideram sua gestão boa e ótima, 25%
a qualificam como regular, e 34,9% dão notas ruim e péssima.
O debate é dominado pelos gigantescos problemas de São
Paulo – como a
dívida de cerca de R$ 26 bilhões, acima do que prevê
a Lei de Responsabilidade Fiscal. Marta defende a repactuação,
mas o alto escalão federal faz cara feia à idéia.
Também no centro da discussão estão projetos
de Marta, como os CEUs (Centros de Ensino Unificado) e o bilhete
único, com o qual o passageiro anda durante duas horas nos
ônibus por R$ 1,70. A batalha paulistana tem outros ingredientes
apimentados, como o temperamento explosivo e a vida pessoal da prefeita,
mais exposta à curiosidade pública, desde que decidiu
separar-se do carismático senador Eduardo Suplicy (PT) para
casar-se com o argentino Luís Favre no ano passado, nem tão
carismático assim.
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| Grande rival da prefeita, José Serra
está empatado na liderança |
Ex-governador e ex-prefeito da capital,
Paulo Maluf tem eleitor cativo |
PMDB reforça candidatura de Erundina.
Ex-prefeita está na quarta colocação |
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