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| O pefelista Cesar Maia surfa sozinho nas
ondas eleitorais cariocas |
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| Rio de Janeiro / RJ |
| Mar calmo para PFL |
A eleição no Rio de Janeiro ainda não empolgou
as ruas, exceto por militantes pagos para agitar bandeirolas nas
esquinas. Nesse marasmo eleitoral, o prefeito Cesar Maia, ex-PDT
brizolista, ex-PMDB, ex-PTB, que hoje empresta seu prestígio
pessoal e fama de bom administrador ao PFL, tenta a reeleição.
E leva vantagem. Segundo a pesquisa ISTOÉ/Databrain, Cesar
lidera com folga (42%), seguido de longe pelo bispo da Universal
e senador do PL, Marcelo Crivella (17,1%). Vice da governadora Rosinha
Garotinho (PMDB), o ex-prefeito Luiz Paulo Conde (PMDB) surge em
terceiro (11%), seguido dos deputados federais do PCdoB, Jandira
Feghali (7%), e do PT, Jorge Bittar (5,6%). A pesquisa ouviu 800
eleitores entre 31 de julho e 1º de agosto, tem uma margem
de erro de 3,5 pontos porcentuais e um coeficiente de confiabilidade
de 95%. O estudo foi registrado no TRE-RJ com o número 013-2004.
Apoiado pelos tucanos, Cesar Maia nutre a esperança de
que Lula não se
empenhe tanto na vitória de Jorge Bittar. O prefeito garante
que a mesma
aliança PT-PFL costurada em Niterói, capital do antigo
Estado do Rio, e em Nova Iguaçu, quarta maior cidade fluminense,
foi tentada no Rio. Bittar, com a adesão do PTB e do PSB,
diz que é outro factóide de Cesar. Verdade ou não,
o fato é que sua gestão está bem aos olhos
dos cariocas: 41,8% a consideram boa e ótima, 32,1% a qualificam
como regular e 18,9% dão notas ruim e péssimo, segundo
a pesquisa. Além de estar na pole position na corrida pela
prefeitura, Cesar não tem rejeição alta: está
em terceiro lugar, com 10,6%, atrás de Crivella (21,5%) e
de Conde (18%). A esquerda no Rio, só para variar, está
dividida. Além do petista Bittar e da comunista Jandira –
candidata do partido do ministro da Articulação Política
de Lula, Aldo Rebello – concorre ainda o advogado Nilo Batista
(PDT), com 1% das intenções de voto. O pedetista quer
distância do Planalto: promete seguir o legado deixado pelo
ex-governador Leonel Brizola, fazendo do Rio “um pólo
de resistência ao neoliberalismo”. O peemedebista Conde
ainda se ressente de ter sido o último a saber que caciques
do seu partido tentavam convencer Brizola a assumir o seu lugar.
Com a morte de Brizola, Conde foi oficializado como candidato da
administração estadual. O governo Rosinha, segundo
a aferição, não está bem avaliada: é
tido como regular por 36,1% dos entrevistados, é rejeitado
(soma de ruim e péssimo) por 34,1% e é considerado
bom e ótimo por 27,4%.
O grande nó eleitoral é o pastor evangélico
Marcelo Crivella, em segundo lugar. Ele começou na política
há dois anos, quando foi eleito senador com mais de 3 milhões
de votos. Crivella é a nova aposta eleitoral da Igreja Universal
do Reino de Deus, da qual é fundador, além de sobrinho
do dono, o “bispo” Edir Macedo. “Sou o candidado
a prefeito do povo, das pessoas simples”, prega. Ele aposta
no apoio do rebanho evangélico – estimados 700 mil
eleitores – para tentar eleger-se. Se a Justiça Eleitoral
deixar. Crivella terá de explicar por que omitiu cotas em
emissoras de tevê na sua declaração de patrimônio
ao Tribunal Regional Eleitoral.
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| O evangélico Crivella, em segundo,
deve explicação ao TRE |
Com apoio de Rosinha, Conde está
em terceiro na corrida eleitoral |
A comunista Jandira, em quarto lugar, tira
votos dos petistas |
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