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| O deputado estadual Cícero Almeida
abriu 25% de vantagem e lidera |
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| Maceió / AL |
Azarão do PDT dispara
na largada |
Uma arritimia cardíaca provocou uma convulsão na
sucessão da prefeita Kátia Born (PSB), em Macéio.
Esse foi o motivo alegado pelo senador Teotônio Vilela Filho
(PSDB) para abrir mão da disputa. O político era apontado
como o grande favorito a vitória na capital alagoana. Pouco
tempo após a desistência, o senador tornou público
o seu apoio ao candidato indicado pelo PMDB, o médico José
Wanderley Neto. O candidato contará também com o auxílio
do senador Renan Calheiros (PMDB), um dos maiores caciques da política
alagoana. Mas, apesar dos padrinhos, até agora a candidatura
não decolou, de acordo com o levantamento ISTOÉ/Databrain.
A pesquisa -
registrada no TRE-AL com o número 037/2004 – foi feita
entre os dias 26 e 27 julho com 805 entrevistas, margem de erro
de 3,5 pontos percentuais e coeficiente de confiança 95,5%.
Wanderley Neto tem 1,7% das intenções de voto. Sua
única esperança é o baixo índice de
rejeição. Apenas 0,4% dos eleitores ouvidos dizem
que não votariam nele de jeito nenhum. Porém, o grande
nome da disputa até aqui vem sendo o deputado estadual Cícero
Almeida (PDT). O candidato ostenta vigorosos 37,3% das intenções
de voto dos eleitores da capital alagoana. O candidato da prefeita
Kátia Born e vice da atual administração municipal,
Alberto Sexta-Feira, vem bem atrás, com 12,7%. Almeida conta
também com um baixíssimo índice de rejeição:
7,6% Nesse quesito, carrega larga vantagem sobre o oponente. A rejeição
de Sexta-Feira chega aos 23,4%. Mas o apoio do governador Ronaldo
Lessa (PSB), pode alavancar sua campanha. O mandatário alagoano
tem sido bem avaliado pelos habitantes da cidade. Para 36,6% e 33,4%
dos ouvidos, Lessa faz um governo regular e bom. Mas esse efeito
pode ser anulado pelo desempenho da maior aliada. Kátia Born
leva, respectivamente, 28,8% e 17% nos quesitos regular e ruim.
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Alberto Sexta-Feira conta com o PT para
diminuir a vantagem de Cícero |
Quando o assunto é padrinho, Cícero Almeida também
tem os seus. Estão com ele o ex-vice governador Geraldo Sampaio
e o deputado federal e usineiro João Lyra. O empresário,
inclusive, é o caixa da campanha. Lyra pretende arrecadar
cerca de R$ 5 milhões para financiar a chapa que tem a filha,
Lourdinha Lyra, como vice. Fora da luta pela prefeitura, o PT fechou
coligação com o PSB e vai apoiar Sexta-Feira. Os dirigentes
do partido em Alagoas seguiram orientação do diretório
nacional. Mas, como sempre acontece nessa situação,
a decisão foi questionada. A ala radical foi contrária
à deliberação. Porém, a rebelião
foi sufocada. Em troca de apoio, o PT ganhará cargos. Uma
das principais peças no xadrez da política alagoana
estará fora do tabuleiro eleitoral. Expulsa do partido do
presidente Lula, a senadora Heloísa Helena (PSOL) já
avisou que não apoiará ninguém no pleito. Num
primeiro momento chegou a cogitar da possibilidade de acordo com
o candidato Régis Cavalcante (PPS). Mas voltou atrás.
A explosiva senadora está fora. Ao contrário de João
Caldas (PL), Régis Cavalcante (PPS), Ildo Rafael (PMN), José
Djalma (PRP) e Ricardo Barbosa (PSTU), os candidatos que completam
o grupo dos postulantes à cadeira de prefeito na bela Macéio.
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