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| Íris Rezende, do PMDB, é
favorecido pela divisão dos tucanos |
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| Goiânia / GO |
Velhos atores de volta
ao palco eleitoral |
Dois grandes retornos marcam a eleição deste ano
em Goiânia. O primeiro é o do humorista Nerson da Capitinga,
que puxou a vitória do governador Marconi Perillo (PSDB)
no pleito de 1998. Agora ele volta na panela do candidato do governador
tucano, o deputado federal Sandes Júnior (PP). O segundo
é o do cacique Íris Rezende, que retorna como candidato
do PMDB, após duas derrotas – uma para governador há
seis anos e outra para senador, em 2000. O PT de Lula tentou arrastar
o apoio do governador para o seu candidato, o atual prefeito Pedro
Wilson, que luta contra uma velha maldição: prefeito
nenhum elege sucessor ou se reelege na capital de Goiás.
A maldição se estende ao governo do Estado, que não
tem por hábito fazer o prefeito da capital. Que o diga Íris
Rezende, que em 1992 abençoou Sandro Mabel – e levou
uma dura resposta das urnas, que elegeram o petista Darci Accorsi,
agora ressuscitado candidato pelo PL. Em 1996, Íris ungiu
Luiz Bittencourt, mas o povo preferiu o tucano Nion Albernaz. Agora,
decidido a derrotar a turma de Capitinga, Sandes e Perillo, Íris
salta na frente – conforme aponta a pesquisa ISTOÉ/Databrain
– com 32% da preferência dos 800 entrevistados. Em segundo
lugar, empatados tecnicamente, estão Sandes Júnior
(15,9%), o prefeito Pedro Wilson (14%) e a pefelista Rachel Azeredo
(10,6). O estudo – registrado no TRE-GO sob o número
033/2004 – foi realizado entre os dias 26 e 27 de julho com
uma margem de erro de 3,5 pontos porcentuais e coeficiente de confiança
de 95,5%.
O peemedebista Íris aposta na tradicional oposição
do eleitorado da capital ao governador tucano. E conta com a base
dividida do próprio PSDB de Perillo, que não está
fechada em torno de Sandes. Dois fatores atrapalham o PT, principalmente
na sua base histórica, o funcionalismo público: o
desgaste do governo Lula e a rejeição ao prefeito
Pedro Wilson, que lidera este ranking negativo com 18,6% contra
13% de Íris, 11,6% de Sandes, 10% de Darci Arcose (PL) e
7,5% de Rachel Azeredo Em contrapartida, a pulverização
de oito candidatos beneficia o curral de 25% de votos que o PT sempre
preservou em Goiânia. Já Sandes vai apostar no prestígio
de Marconi Perillo. A administração do governador
foi avaliada por 48,1% dos entrevistados como ótima e boa.
Além disso, 24,6% admitiram seguir a indicação
do governador e votar no candidato apoiado por ele. Outros 24,3%
disseram poder votar condicionando a definição ao
nome do candidato. O apoio do chefe do Executivo estadual não
influencia 13,6% dos eleitores e 32,3% não votam, independentemente
do nome, no candidato que recebe sua bênção.
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| Sandes, em segundo, é a aposta do
governador |
Pedro Wilson tenta, no sufoco, a reeleição |
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