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TK Helena  
Sem contar com apoios de peso, Dário Berger (PSDB) é a grande surpresa  
Confira o resultado da pesquisa eleitoral
 

Florianópolis / SC
Caça ao tucano

Sem contar com o apoio do governador, da prefeita Angela Amin (PP) e de caciques da política catarinense, Dário Berger, candidato da coligação PSDB-PMN, é a grande surpresa até o momento nas eleições em Florianópolis. Concorrendo pela primeira vez a um cargo público de expressão, Berger vem liderando com folga a corrida eleitoral em Floripa. Pela pesquisa ISTOÉ/Databrain – feita entre os dias 26 e 27 de julho, com 800 entrevistados, margem de erro de 3,5 pontos porcentuais e coeficiente de confiança de 95,5% – Berger apresenta tranquilos 26,4% das intenções de voto. O levantamento foi registrado no TRE-SC com o número 559/2004. Sua experiência administrativa resume-se às duas gestões à frente de São José, na grande Florianópolis. Para se ter um idéia de sua popularidade, em 2000, quando obteve a reeleição, atingiu a maior votação proporcional do País. A favor do candidato há também o baixo índice de rejeição. Só 6% dos eleitores consultados não votariam nele de forma alguma. Rejeição razoavelmente maior tem Sérgio Grando, do PPS. De acordo com o levantamento, o candidato apoiado pelo governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) tem 11,1% de rejeição e 15,3% das intenções de voto. O ex-prefeito de Florianópolis é até agora a maior ameaça a Berger. O apoio do mandatário do Estado pode lhe garantir alguns pontos a mais nas próximas pesquisas. Para a maioria dos entrevistados, Silveira faz um governo regular (44,3%).

Logo atrás da dupla aparece Francisco de Assis Filho (PP). É bom ficar de olho no desempenho do candidato nas próximas semanas. Por enquanto, figura com tímidos 12,9%. Mas não se pode esquecer que se trata de um político apoiado por dois influentes caciques catarinenses. Estarão com ele nos palanques o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen, e o ex-governador Esperidião Amin. Isso sem falar da prefeita Angela Amin. No que depender dela, Assis Filho pode ficar tranquilo. A chefona da ilha apresenta avaliação superior à do governador: 44,5% dos moradores dão bom e ótimo para a sua administração e 30,3% de regular.

Sem tradição na política catarinense, o PT mais uma vez corre por fora. Seu candidato, o deputado estadual Afrânio Bopreé, amarga o quarto lugar, com 10,2% das intenções de voto. O curioso é que Bopreé e Sérgio Grando já foram companheiros de partido. O petista foi vice na chapa que nas eleições em 1992 elegeu Grando para a Prefeitura de Florianópolis. Mas divergências o levaram a trocar a legenda de Ciro Gomes e Roberto Freire pelo time do presidente Lula. O pleito na capital catarinense contará com outros cinco candidatos nanicos. São eles Gerson Basso (PV), Elpídio Neves (PHS), Pedro dos Santos (PTdoB), Gilmar Salgado (PSTU) e Osmar Pickler (PTC). Outro fato relevante foi a não-adesão dos candidatos à Campanha Limpa, uma iniciativa da Justiça Eleitoral do Estado. Por falta de acordo entre os partidos concorrentes, Florianópolis, uma das mais lindas cidades brasileiras, terá seus muros, postes e ruas inundados pela propaganda eleitoral.

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Ex-prefeito da cidade, Sérgio Grando (PPS) aposta na sua experiência Assis Filho (PP) terá Esperidião Amin e Jorge Bornhausen na campanha Boppré luta contra a falta de tradição do PT em Santa Catarina