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| Sérgio Ricardo, apoiado pelo governador,
lidera, mas a briga é dura |
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| Cuiabá / MT |
Uma campanha com forte
gosto de revanche |
A briga pela Prefeitura de Cuiabá têm acentuado gosto
de revanche. Os tucanos, encabeçados pelo ex-gover-nador
Dante de Oliveira e pelo senador Antero Paes de Barros, não
engoliram a vitória de Blairo Maggi (PPS) para o governo
do Estado em 2002. Assim, neste ano os tucanos vão à
forra, o que significa tentar derrotar o candidato do governador:
o deputado estadual Sérgio Ricardo (PPS), apoiado ainda por
outros 11 partidos, entre eles PP, PFL e PV. O clima de competição
ficou mais pesado com a escolha de Wilson Santos como candidato
tucano. Santos tem fortes motivos para entrar com garra no jogo
porque foi derrotado nas últimas eleições municipais
pelo atual prefeito Roberto França, também do PPS.
Além do socialista e do tucano, estão na briga pela
Prefeitura de Cuiabá mais seis candidatos, a maioria de partidos
nanicos. A pesquisa ISTOÉ/Databrain, realizada nos dias 26
e 27 de julho com 836 pessoas, com margem de erro de 3,5 pontos
porcentuais e coeficiente de confiança de 95,5%, mostra um
cenário enrolado. Até o momento a liderança
é de Sérgio Ricardo, com 23,9% das intenções
de voto. Mas sua posição não é nada
tranquila: Wilson Santos, com 20,5%, surge logo em seguida. Em terceiro
lugar, mas bem distante, está o vereador José Antônio
Parente, do PMDB (5,3%), o Totó Parente. Em quarto figura
o petista Alexandre Luís Cesar (2,8%). Um cenário
tão indefinido poderá fazer com que, pela primeira
vez em Cuiabá a disputa pela prefeitura seja definida apenas
no segundo turno.
Se o socialista Sérgio Ricardo está em primeiro
lugar nas pesquisas, ele amarga o segundo maior índice de
rejeição (12,1%), atrás somente do nanico Manoel
Neto (PTdoB). Já o tucano Wilson Santos ostenta o mais baixo
índice de rejeição (0,1%). O maior problema
enfrentado por Sérgio Ricardo é o desgaste da administração
de um de seus cabos eleitorais, o prefeito Roberto França,
que não consegue atualizar o pagamento dos salários
dos funcionários municipais. A pesquisa – registrada
no TRE-MT com o número 264/2004 – mostra que sua gestão
é tida mais como ruim e péssima (36,2%) do que como
boa e ótima (34,5%), sendo que 27,3% a consideram regular.
Outro dado que reforça essa imagem é o fato de 48%
dos entrevistados afirmarem que não votariam em um candidato
apoiado pelo atual prefeito. Somente 20,8% afirmam que escolheriam
o nome apontado como melhor por Roberto França. Mas o candidato
do PPS conta com outro cabo eleitoral, este sim de peso, por ser
bem melhor avaliado: o governador Blairo Maggi. Segundo a pesquisa
ISTOÉ/Databrain, 46,4% acham a administração
Maggi boa e ótima, 34,2% a consideram regular, e 15,3% a
qualificam como ruim e péssima. Segundo a aferição,
38,6% dos entrevistados afirmam que não votariam em um nome
apoiado pelo governador, enquanto 30,1% escolheriam o candidato
de Maggi.
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| Wilson Santos, tucano, está no encalço
do PPS e quer a desforra |
O vereador Tótó Parente, do
PMDB, aparece em terceiro lugar |
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