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LUIZ
FELIPE SCOLARI
Posição: Técnico
Nascido em: Passo Fundo (RS), em 9/11/48
Clubes: CSA-AL, Juventude-RS, Pelotas-RS, Al-Shabab-ARA,
Grêmio, Al Qadsia-CAT, Criciúma-SC, Al
Ahli-ARA, Jubilo Iwata-JAP, Palmeiras e Cruzeiro.
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PERFIL
DOS CAMPEÕES
Luiz Felipe Scolari
A presença de Luiz Felipe Scolari no comando da Seleção
foi imposta por um clamor popular. O técnico gaúcho
assumiu o cargo no dia 1º de julho do ano passado, após
os consecutivos fracassos de Vanderlei Luxemburgo e Émerson
Leão. De cara, prometeu classificar o time, que então
cambaleava nas Eliminatórias, e terminar a Copa entre
os quatro melhores do Mundo. Cumpriu o prometido, e foi além.
Com seu jeito peculiar de comandar, duro e emotivo, conquistou
o apoio dos jogadores e,
depois de uma sucessão de equívocos iniciais,
recuperou a confiança dos torcedores.
Sua passagem pela Seleção teve altos e baixos.
Não cabe aqui discutir se são
ou não dele os méritos do bom desempenho do
time no torneio. Os detratores acreditam que não. Para
estes, o Brasil só fez boa campanha devido ao talento
de seus atletas.
Os defensores acham que sim. Sem o comando, as escolhas, a
equipe não seria nada
além de um balaio de feras. Pendengas à parte,
o certo é que esse gaúcho de Passo Fundo, ex-técnico
de Grêmio, Palmeiras e Cruzeiro, escreveu seu nome na
história. Afinal, a família Scolari, liderada
pelo patriarca bigodudo, superou até a expectativa
do mais fulgurante dos patriotas.
Mas isso não faz de seu mandato menos polêmico.
É preciso relembrar. Disciplinador e teimoso, barrou
a participação de Romário, depois de
um episódio malexplicado durante as eliminatórias.
Na medida oposta, apostou piamente na recuperação
de Ronaldo e Rivaldo. Tanto num quanto noutro aspecto, provou
ter estrela. O baixinho não fez falta porque os outros
dois atacantes arrebentaram. Além disso, optou pelo
esquema 3-5-2, que havia fracassado com Lazaroni em 1990.
Num primeiro momento, pareceu estar equivocado, mas as boas
atuações da defesa e do meio-de-campo nos jogos
decisivos provaram que o formato pode funcionar. Demonstrou
também que, como apostavam seus admiradores, sabe disputar
torneios mata-mata. A fama de copeiro permanece intacta.
Portanto, não é à toa que Felipão
voltou a gozar de prestígio com a população.
Segundo pesquisa divulgada pelo Datafolha, seu comando é
mais benquisto que o de Parreira, em 1994, e o de Zagallo,
em 1998. Mérito seu, que manteve durante todo o torneio
sua incoerente coerência e conseguiu levar uma seleção
desacreditada aos píncaros da glória. Se não
é santo, Scolari não é vilão.
E justiça seja feita. Não deve ser nada fácil
manter os ânimos calmos ocupando o mais alto cargo da
democracia brasileira: o de técnico da Seleção.
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