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EDIÇÃO EXTRA
 
 
EDIÇÃO HISTÓRICA DO PENTACAMPEONATO
30/06/2002
Ronaldinho
11
Posição:
Meia-Atacante
Nascido em: Porto Alegre (RS), em 21/3/80
Altura: 1,76 m
Peso: 71 kg
Clube atual: Paris Saint-Germain-FRA

PERFIL DOS CAMPEÕES
Ronaldinho

Jim Bourg/Reuters  

Ronaldinho garante: o gol que fez contra a Inglaterra foi planejado:

– O Cafu tinha me alertado para o detalhe de que o goleiro jogava adiantado. Na hora da cobrança, eu vi o posicionamento dele e consegui marcar.

A destreza do meia, ao bater na bola, ocasionou as lágrimas de David Seaman, ao final da partida. O craque gaúcho, ao ver a cena pela televisão, também se emocionou.

– Seaman é um grande goleiro, espero que esse gol não afete a sua carreira.

Fair play à parte, Ronaldinho foi o maior responsável pela desclassificação dos ingleses na primeira Copa do Mundo do segundo milênio. Com uma jogada de extremo talento, entortou o zagueiro Ashley Cole, e serviu Rivaldo para que este abrisse o marcador. Depois, fez o tento da virada. Porém, na mesma partida – a melhor que fazia no torneio até então – foi expulso ao entrar, de forma desleal, no inábil lateral-direito Mills. Colocou a equipe em situação delicada, e ficou impedido de participar da semifinal. No banco de reservas, passou o jogo contra a Turquia gritando e incentivando os companheiros. Foi o que lhe restou.

Ronaldinho Gaúcho, cabelos longos, tiara, e calça curta, aportou na Copa extremamente badalado. Suas atuações no período de preparação tornaram-no unanimidade entre críticos, torcedores e companheiros de profissão. Ao lado de Totti, Del Piero, Raul, Zidanne e Figo, era cotado para ser o melhor entre os melhores. Os seus concorrentes diretos caíram pelo caminho. Ele sobrou. No entanto, devido à falta de experiência, e à excessiva patrulha dos zagueiros, não conseguiu render, na primeira fase, o tanto que dele esperavam. Na hora que precisou, porém, a sua estrela brilhou, e o trauma das Olimpíadas de 2002, na qual fracassou, ficou para segundo plano.

A atuação de gala contra a Inglaterra lhe devolveu o sorriso irônico no rosto, uma de suas características mais peculiares. Não fosse a expulsão, poderia ter feito ainda mais. A sua saída deixou um buraco no meio de campo, e o torcedor pôde vislumbrar a falta que ele faz ao time. Com méritos, figurou na lista dos dez mais da competição, escolhidos pela Fifa. Aos 22 anos, o menino gaúcho que aos 13 anos avisou a mãe que deixaria de estudar para se dedicar unicamente à bola, provou ao mundo o seu valor. Se não foi o melhor entre os melhores, pode ser considerado a revelação. Depois deste mundial, nenhum zagueiro vai se arriscar a encará-lo sem respeito. Se o fizer, já sabe o resultado: tomará um, dois dribles e demorará algumas horas para relembrar o caminho de casa.

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