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Ronaldinho
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Posição:
Meia-Atacante
Nascido em: Porto Alegre (RS), em 21/3/80
Altura: 1,76 m
Peso: 71 kg
Clube atual: Paris Saint-Germain-FRA
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PERFIL
DOS CAMPEÕES
Ronaldinho
Ronaldinho garante: o gol que fez contra a Inglaterra foi
planejado:
O Cafu tinha me alertado para o detalhe de que o
goleiro jogava adiantado. Na hora da cobrança, eu vi
o posicionamento dele e consegui marcar.
A destreza do meia, ao bater na bola, ocasionou as lágrimas
de David Seaman, ao final da partida. O craque gaúcho,
ao ver a cena pela televisão, também se emocionou.
Seaman é um grande goleiro, espero que esse
gol não afete a sua carreira.
Fair play à parte, Ronaldinho foi o maior responsável
pela desclassificação dos ingleses na primeira
Copa do Mundo do segundo milênio. Com uma jogada de
extremo talento, entortou o zagueiro Ashley Cole, e serviu
Rivaldo para que este abrisse o marcador. Depois, fez o tento
da virada. Porém, na mesma partida a melhor
que fazia no torneio até então foi expulso
ao entrar, de forma desleal, no inábil lateral-direito
Mills. Colocou a equipe em situação delicada,
e ficou impedido de participar da semifinal. No banco de reservas,
passou o jogo contra a Turquia gritando e incentivando os
companheiros. Foi o que lhe restou.
Ronaldinho Gaúcho, cabelos longos, tiara, e calça
curta, aportou na Copa extremamente badalado. Suas atuações
no período de preparação tornaram-no
unanimidade entre críticos, torcedores e companheiros
de profissão. Ao lado de Totti, Del Piero, Raul, Zidanne
e Figo, era cotado para ser o melhor entre os melhores. Os
seus concorrentes diretos caíram pelo caminho. Ele
sobrou. No entanto, devido à falta de experiência,
e à excessiva patrulha dos zagueiros, não conseguiu
render, na primeira fase, o tanto que dele esperavam. Na hora
que precisou, porém, a sua estrela brilhou, e o trauma
das Olimpíadas de 2002, na qual fracassou, ficou para
segundo plano.
A atuação de gala contra a Inglaterra lhe
devolveu o sorriso irônico no rosto, uma de suas características
mais peculiares. Não fosse a expulsão, poderia
ter feito ainda mais. A sua saída deixou um buraco
no meio de campo, e o torcedor pôde vislumbrar a falta
que ele faz ao time. Com méritos, figurou na lista
dos dez mais da competição, escolhidos pela
Fifa. Aos 22 anos, o menino gaúcho que aos 13 anos
avisou a mãe que deixaria de estudar para se dedicar
unicamente à bola, provou ao mundo o seu valor. Se
não foi o melhor entre os melhores, pode ser considerado
a revelação. Depois deste mundial, nenhum zagueiro
vai se arriscar a encará-lo sem respeito. Se o fizer,
já sabe o resultado: tomará um, dois dribles
e demorará algumas horas para relembrar o caminho de
casa.
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