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Ronaldo
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Posição: Atacante
Nascido em: Rio de Janeiro (RJ), em 22/9/76
Altura: 1,83 m
Peso: 79 kg
Clube atual: Inter-ITA
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PERFIL
DOS CAMPEÕES
Ronaldo
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Os amigos o chamam de Ronnie, outros preferem Ronaldinho.
Na Europa, é simplesmente Ronaldo. Durante a Copa 2002,
ao menos para Felipão, passou a ser Nazário.
Não importa qual é o substantivo. O adjetivo
que acompanha o menino é Fenômeno, por alguns
motivos. Porque ele flutua com a bola; porque a sua frente
os zagueiros esperneiam; porque quando parte em disparada
não há linha de beques capaz de detê-lo;
porque seus números espantam qualquer amante do esporte
bretão. Aos 25 anos, não há muito mais
para ele fazer pelo futebol. Os recordes evidenciam. Na Copa
da Coréia e do Japão, só não fez
chover. Tornou-se o segundo artilheiro da Seleção
em Mundiais, tendo a sua frente somente Pelé. Superou
Bebeto e hoje só outros três craques marcaram
mais gols do que ele fardando a amarelinha: Romário,
Zico e, novamente, Pelé. Nenhum deles, no entanto,
terminou uma Copa liderando a lista de goleadores. Ronaldo,
sim. Feito que o iguala a Leônidas da Silva e Ademir
de Menezes. Precisa mais? Ronaldo acredita que sim. Bicampeão
do mundo, em 2006 vai em busca do tri. Sua trajetória
é um exemplo de que não existem limites para
a superação individual e para os avanços
da medicina. Há quatro anos, a fatídica derrota
para a França. Superar o trauma da convulsão
horas antes da partida não foi fácil. Na sequência,
duas contusões seguidas, no mesmo joelho, lhe deixaram
dois anos sem brincar com a redonda. Parecia que a carreira
de Ronaldo findaria como um raio. Não à toa,
Gullit, craque holandês, o comparou a Marco Van Basten,
centroavante genial que fez história no final dos anos
80, início dos 90, e abandonou os gramados prematuramente.
A diferença entre eles é que Ronaldo se recuperou.
Van Basten, infelizmente, não. Às vésperas
de embarcar para a Coréia, poucos acreditavam em sua
melhora.
O Brasil relutou, pediu Romário, e o Fenômeno
nascido num subúrbio do Rio de Janeiro provou que o
País não precisaria do Baixinho. Fez, na média,
um gol por partida. Contra a Turquia, decidiu o jogo com um
toque de bico, depois de uma arrancada fatal, ao estilo do
craque marrento que desbancou.
Nas capas de jornais do mundo todo, sua foto e uma frase
para a posteridade:
Enfim, o pesadelo acabou. Ronaldo não poupou
esforços para pôr fim à especulação.
Contra a Bélgica, nas oitavas, aguardou, pacientemente,
uma bola pintar na frente de seus pés para deixar sua
marca. Contra a Turquia, na abertura da Copa, partida difícil
e truncada, fez o gol de empate, que abriu o caminho da vitória.
Contra a Inglaterra, batalhou, se movimentou. Foi fundamental.
Numa época pouco inocente, em que o futebol é
regido e pautado por violentas cifras, Ronaldo é um
átimo de alegria. Mulato, dentuço, agora um
pouco desengonçado, ele se supera pelo carisma.
A fama e a conta bancária não foram capazes
de torná-lo mais um. E o que dizer do corte de cabelo
que ele adotou na semana que antecedeu a semifinal? Em Ronaldo,
ficou simpático. A moda Cascão
alusão ao personagem de Maurício de Souza
chegou para fazer a cabeça dos meninos que sonham um
dia vestir o manto sagrado da Seleção. Como
sabe disso, se desculpou, com uma ponta de ironia:
Acho que muitas mães devem estar bravas comigo.
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