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Roberto
Carlos
6
Posição:
Lateral-esquerdo
Nascido em: Garça (SP), em 10/4/73
Altura: 1,68 m
Peso: 70 kg
Clube atual: Real
Madrid-ESP
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PERFIL
DOS CAMPEÕES
Roberto Carlos
Duas vezes finalista da disputa para melhor jogador da Europa,
Roberto Carlos mostrou no Mundial da Coréia e Japão
por que é considerado o astro nº 1 do mundo em
sua posição. Viril na marcação
e eficiente nos apoios, o lateral-esquerdo protagonizou, ao
lado de Beckham, meia inglês, um dos mais belos litígios
do torneio. Sobre o assunto, destacou:
Foi uma disputa inteligente. Eu o marquei quando
ele vinha ao ataque; ele me marcou quando eu subia para apoiar.
O bom é que saímos vencedores.
Roberto, além de talento, mostrou amadurecimento.
Parte da responsabilidade pela campanha frustrada na França,
em 1998, recaiu sobre seu ombro. Naquele ano, não mostrou
o melhor de seu futebol. Foi tachado de mascarado por críticos
e torcedores, devido ao excesso de preciosismo em alguns lances
e às declarações arrogantes antes e depois
das partidas.
Em 2002, chegou com um discurso mais afinado com os ideais
da equipe. Assumiu a posição de comando e contribuiu
diretamente para o bom desempenho da Família Scolari.
Tanto é que, no jogo contra a Costa Rica, ao ser sacado
do time, aceitou sem delongas e reclamações
a decisão do treinador. Sabia que o desgaste físico
ocasionado pela árdua temporada européia poderia
impedi-lo de continuar na disputa do título. Preferiu
se poupar. Outros não fizeram isso e voltaram mais
cedo para casa.
Contra a China, fez o seu primeiro gol em Copas do Mundo.
Em entrevistas, ao término da partida, revelou-se extremamente
satisfeito.
O fato de não ter marcado em 1998 incomodava. O tento,
aliás, foi ao seu estilo: um torpedo, de falta, da
entrada da área, sem defesa para Jiang Jin. No restante
dos jogos, foi extremamente regular. Na semifinal contra a
Turquia, por exemplo, foi um dos destaques. Em razão
de sua regularidade e talento, figurou na lista dos 16 melhores
do Mundial, divulgada pela Fifa na quinta-feira 27.
Nada muito diferente do que fez nos últimos quatro
anos, diga-se de passagem. Nesse período, Roberto jogou
de forma inspirada no Real Madrid. Este ano, por exemplo,
deu o passe na final da Copa dos Campeões para Zidanne
executar, com o talento que lhe é peculiar, o gol do
título. Quanto ao discurso, preferiu o tom conciliador
e desportivo às estocadas no adversário. Algo
que vem fazendo não é de hoje. Por exemplo,
nos momentos de crise, durante as eliminatórias, saiu
em defesa dos companheiros, garantindo que a Seleção
faria uma boa campanha no Mundial. Dito e feito.
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