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EDIÇÃO EXTRA
 
 
EDIÇÃO HISTÓRICA DO PENTACAMPEONATO
30/06/2002
Roberto Carlos
6
Posição:
Lateral-esquerdo
Nascido em: Garça (SP), em 10/4/73
Altura: 1,68 m
Peso: 70 kg
Clube atual: Real
Madrid-ESP

PERFIL DOS CAMPEÕES
Roberto Carlos

Ian Waldie/Reuters  

Duas vezes finalista da disputa para melhor jogador da Europa, Roberto Carlos mostrou no Mundial da Coréia e Japão por que é considerado o astro nº 1 do mundo em sua posição. Viril na marcação e eficiente nos apoios, o lateral-esquerdo protagonizou, ao lado de Beckham, meia inglês, um dos mais belos litígios do torneio. Sobre o assunto, destacou:

– Foi uma disputa inteligente. Eu o marquei quando ele vinha ao ataque; ele me marcou quando eu subia para apoiar. O bom é que saímos vencedores.

Roberto, além de talento, mostrou amadurecimento. Parte da responsabilidade pela campanha frustrada na França, em 1998, recaiu sobre seu ombro. Naquele ano, não mostrou o melhor de seu futebol. Foi tachado de mascarado por críticos e torcedores, devido ao excesso de preciosismo em alguns lances e às declarações arrogantes antes e depois das partidas.

Em 2002, chegou com um discurso mais afinado com os ideais da equipe. Assumiu a posição de comando e contribuiu diretamente para o bom desempenho da Família Scolari. Tanto é que, no jogo contra a Costa Rica, ao ser sacado do time, aceitou sem delongas e reclamações a decisão do treinador. Sabia que o desgaste físico ocasionado pela árdua temporada européia poderia impedi-lo de continuar na disputa do título. Preferiu se poupar. Outros não fizeram isso e voltaram mais cedo para casa.

Contra a China, fez o seu primeiro gol em Copas do Mundo. Em entrevistas, ao término da partida, revelou-se extremamente satisfeito.

O fato de não ter marcado em 1998 incomodava. O tento, aliás, foi ao seu estilo: um torpedo, de falta, da entrada da área, sem defesa para Jiang Jin. No restante dos jogos, foi extremamente regular. Na semifinal contra a Turquia, por exemplo, foi um dos destaques. Em razão de sua regularidade e talento, figurou na lista dos 16 melhores do Mundial, divulgada pela Fifa na quinta-feira 27.

Nada muito diferente do que fez nos últimos quatro anos, diga-se de passagem. Nesse período, Roberto jogou de forma inspirada no Real Madrid. Este ano, por exemplo, deu o passe na final da Copa dos Campeões para Zidanne executar, com o talento que lhe é peculiar, o gol do título. Quanto ao discurso, preferiu o tom conciliador e desportivo às estocadas no adversário. Algo que vem fazendo não é de hoje. Por exemplo, nos momentos de crise, durante as eliminatórias, saiu em defesa dos companheiros, garantindo que a Seleção faria uma boa campanha no Mundial. Dito e feito.

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