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CAFU
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Posição:
Lateral-direito
Nascido em: São Paulo (SP), em 19/6/70
Altura: 1,73 m
Peso: 73 kg
Clube atual: Roma-ITA
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PERFIL
DOS CAMPEÕES
Cafu
Cafu chegou onde nenhum outro jogador jamais ousou chegar.
Aos 32 anos, o lateral-direito da Seleção Brasileira,
titular absoluto, disputou em 2002 sua terceira final de Copa
consecutiva. Feito extraordinário. Em 1994, então
reserva, acabou substituindo Jorginho, contundido, no tira-teima
contra a Itália. Sagrou-se campeão. Em 1998,
dono da vaga, viveu a tragédia do Stade de France.
Lutou, mas não foi capaz de impedir a vitória
francesa. Este ano, experiente, capitão do time, levantou
a taça. Escreveu seu nome na galeria em que figuram
também Bellini, Mauro, Carlos Alberto e Dunga.
Logo depois da vitória contra a Turquia, na qual
demonstrou todo o seu potencial os torcedores o elegeram,
nos sites das principais agências de notícia
do País, o melhor em campo , abandonou a modéstia
e proferiu:
Sou predestinado.
Para depois demonstrar a humildade que lhe é peculiar:
É a única explicação
para o que está acontecendo comigo.
Cafu é adepto de uma teoria. Quem disputa uma Copa
do Mundo fica marcado para sempre e aprende o que fazer nos
momentos de adversidade. Sua experiência e segurança
foram fundamentais para a campanha vitoriosa da família
Scolari. Aliás, o técnico, que no começo
do torneio justificou o esquema 3-5-2 devido à debilidade
de Cafu na marcação, teve que morder a língua.
Não fosse a precisão do lateral na cobertura
dos zagueiros, particularmente do beque-central, a defesa
brasileira seria ainda mais vulnerável. E o torcedor,
pobre coitado, teria ainda mais motivos para morrer do coração.
No apoio ao ataque, foi como sempre perigoso. Mas demonstrou
que recordes à parte não é
dos melhores quando o assunto é bater no gol. Exemplo:
na partida contra a Turquia, recebeu um passe açucarado
de Ronaldo. Uma cena que lembrou, e muito, o quarto gol do
escrete de 1970, na final contra a Itália, concluído
por Carlos Alberto. Cafu não bateu de primeira. Ao
ajeitar a bola, errou a passada, e concluiu nas mãos
de Rustu Recber. Poderia ter igualado o feito do outro capitão,
mas faltou categoria.
Por sua regularidade na competição, figurou
na lista dos 30 melhores do torneio, desbancando jogadores
até então muito mais cotados para assumir esse
papel. Definitivamente, não se pode subestimar um homem
que há oito anos é titular da
Seleção Brasileira.
E que, três Copas depois, é o atleta a vestir
mais vezes o manto amarelo: 114, conforme os números
oficiais.
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