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A taça do mundo é nossa, com
brasileiro não há quem possa
No
seu jogo de “estréia” na Copa, Ronaldinho Gaúcho decide
com um drible genial, um passe para Rivaldo e um gol de craque
Eduardo Marini
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A quinta estrela está definitivamente costurada no
lado esquerdo da camisa canarinho e cravada no coração
dos brasileiros. O Brasil pentacampeão mundial de futebol
ainda arde de alegria enquanto você, leitor e torcedor
apaixonado, sorve os textos e imagens desta edição
histórica com a alma leve, a bruma de uma ressaca justificada
e o sorriso tranquilo dos vencedores. Erros? Altos e baixos?
Polêmicas sobre esquemas? Falhas clamorosas da defesa
na primeira fase? É aconselhável esquecer tudo
isso, pelo menos por enquanto. Comemorar é um sagrado
direito de todos dos céticos ao eufóricos
incorrigíveis, passando pelos equilibrados. Da direita
festiva da bola, que sempre acha que vai dar, aos baluartes
da esquerda ranzinza, que muitas vezes dão a impressão
de que terão o fígado atingido em cheio com
o sucesso da Seleção. A equipe teve um desempenho
fraco em pelo menos três partidas da competição,
exibiu falhas preocupantes e o técnico pareceu, em
alguns momentos, ter sentido falta de jogadores que não
convocou. Mas a habilidade de Felipão, o administrador
de emoções, para levar os jogadores a fazerem
o que ele quer, e o
talento de jogadores como Ronaldo, o Fenômeno, Ronaldinho,
o Gaúcho, Rivaldo, Roberto Carlos e Marcos fizeram
a diferença. A vitória de 2 a 0 sobre a Alemanha
na final, a atuação arrasadora de Ronaldo no
segundo tempo, coroada por dois gols, e as belas atuações
de Kléberson, Roque Jr., Marcos e Cafu fecharam em
grande estilo uma campanha marcada pela união, a valentia
na hora de enfrentar problemas e desconfianças. Está
na hora de festejar. Quando chegamos aqui, tínhamos
em mente que precisávamos resgatar a imagem de um Brasil
vencido. Felizmente conseguimos. Foi a vitória da superação,
disse um aliviado Felipão após a partida.

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| Força:
Ronaldo fez dois gols em Kahn, a ex-“muralha” alemã, que
desabou. Uma vitória da união de todo o grupo |
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O quinto título solidifica a hegemonia brasileira
no futebol pelo menos até 2014. Alemanha e Itália
possuem três títulos cada uma. Mesmo se uma delas
ganhar as duas próximas Copas, em 2006 e 2010, no máximo
igualaria a marca. Em todas as Copas, o Brasil fez 147 pontos
e 191 gols. O título na Coréia do Sul e no Japão
reforçou a supremacia do futebol sul-americano sobre
o europeu em Copas, com nove títulos contra oito. O
presidente Fernando Henrique Cardoso está entre os
torcedores que tiveram de dar o braço a torcer a Felipão.
Dias antes do embarque para a disputa da Copa, o técnico
da Seleção ignorou a sugestão pública,
feita pelo presidente, para convocar o jogador vascaíno
Romário. No domingo 30, minutos após o término
da partida, Luiz Felipe Scolari ouviu FHC reconhecer que ele
havia adotado a estratégia adequada. O presidente telefonou
aos integrantes da equipe brasileira para agradecer o título.
Eu disse a eles que é o País que está
emocionado e agradecendo. E queria agradecer ao Felipão,
que deu, além do mais, o exemplo daquilo que nós
todos devemos seguir. É preciso que haja perseverança,
tem que acreditar, tem que trabalhar firme por um objetivo
e chegar lá. E não dar muita atenção
aos desvios de rumo. Foi isso o que a nossa Seleção
fez, afirmou FHC. Ronaldo é o maior do
mundo, completou, eufórico.
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