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EDIÇÃO HISTÓRICA DO PENTACAMPEONATO
30/06/2002

AS SURPRESAS DA COPA/TURQUIA
O Bambala que foi longe
Quem apostou que a Turquia era uma baba se deu mal.
Time que atormentou o Brasil foi a maior novidade da Copa

Kim Kyung-Hoon/Reuters  
Mansiz: encobre o goleiro na vitória sobre a Coréia  

Antes da Copa, todos que analisavam o grupo brasileiro levantavam as mãos aos céus e agradeciam a Pelé por ter sorteado dois Bambalas e um Arimatéia, extintos times da várzea de Porto Alegre citados por Felipão como exemplos de ruindade, para serem nossos adversários na primeira fase do torneio. A competição provou que o desinformado raciocínio não servia à Turquia. O Brasil a enfrentou duas vezes. Foram jogos duríssimos, vencidos graças a um pênalti inexistente em Luizão no primeiro e a um biquinho salvador de Ronaldo na semifinal. O curioso é que o próprio Brasil ajudou no desenvolvimento do futebol turco. Nos últimos anos, vários jogadores e técnicos brasileiros trabalharam no país. Carlos Alberto Parreira dirigiu o Fenerbahce, em 1996. Jardel, Taffarel e o zagueiro Capone passaram pelo Galatasaray, campeão da Copa da Uefa em 2000. Até o atacante Viola andou tentando a vida por lá. Auxílio à parte, a Turquia fez um belíssimo papel no Mundial. Apresentou jogadores de alta qualidade técnica.

Campanha
Primeira fase
Turquia 1 x 2 Brasil
Turquia 1 x 1 Costa Rica
Turquia 3 x 0 China
Oitavas-de-final
Turquia 1 x 0 Japão
Quartas-de-final
Turquia 1 x 0 Senegal
Semifinal
Turquia 0 x 1 Brasil
Decisão de 3º e 4º lugares
Turquia 3 x 2 Coréia

O careca Hasan Sas e o meia Basturk trataram a bola com a devida reverência. No gol, as defesas do cabeludo Rustu tiraram a paciência da torcida brasileira. Não à toa tiveram três jogadores na seleção dos melhores da Copa. Os citados Rustu e Sas e o zagueiro Alpay Ozalan. Decepção mesmo só o atacante Hakan Sukur, considerado o maior jogador da história do futebol turco. Em má fase técnica, perdeu gols incríveis. Seu lance mais famoso na Copa foi uma furada na cara do goleiro no jogo contra o Senegal. Apesar disso, Sukur terá seu nome gravado na história das Copas. Aos 11 segundos do jogo no qual a Turquia venceu a Coréia e conquistou o terceiro lugar, o atacante marcou aquele que é considerado a partir de agora o gol mais rápido de todos os Mundiais. Porém, muito antes dele a Turquia já havia conquistado seu lugarzinho na posteridade.

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