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EDIÇÃO HISTÓRICA DO PENTACAMPEONATO
30/06/2002

AS SURPRESAS DA COPA/SENEGAL
Seriam os deuses africanos?
Senegal em campo foi sinônimo de alegria e irreverência.
Diouf, Diao e Fadiga fizeram a felicidade dos amantes da bola

Asahi Shimbun Satoru Lizuka/AP  
A seleção do Senegal levou alegria para a Asia  

O gol de empate de Senegal contra a Dinamarca, marcado pelo meia Diao, é a síntese do futebol apresentado pelo Senegal nos gramados asiáticos. Com apenas cinco passes, trocados com habilidade e impressionante velocidade, os senegaleses envolveram a lenta defesa nórdica e fizeram um dos mais belos gols deste Mundial. Até essa Copa, esse país africano era lembrado apenas por ser o ponto de chegada do famoso rali Paris–Dacar. Mas os dribles e a irreverência de Fadiga, Coly, Henri Camara e, principalmente, Diouf, o colocaram definitivamente no mapa-múndi da bola. Senegal em campo foi sinônimo de alegria para a torcida e desespero para os adversários. Que o digam os colonizadores franceses. Os Les Bleus foram os primeiros a sentir na carne a mordida dos Leões.

Campanha
Primeira fase
Senegal 1 x 0 França
Senegal 1 x 1 Dinamarca
Senegal 3 x 3 Uruguai
Oitavas-de-final
Senegal 2 x 1 Suécia
Quartas-de-final
Senegal 0 x 1 Turquia

A derrota por 1 a 0 iniciou sua curta e dolorosa agonia na Copa. Pena que a brincadeira acabou nas quartas-de-final. Num jogo em que estivera irreconhecível, Senegal foi derrubado pela Turquia dos habilidosos Basturk e Sas. O resultado foi justo. Mas não manchou a bela imagem deixada pelo time dirigido pelo francês Bruno Metsu. Quem poderá esquecer dos dribles de Diouf? Com lampejos que lembravam Garrincha, o atacante deixou em pânico quem se atreveu a marcá-lo. E tome bola no meio das canetas, rolinhos, pedaladas... Como prêmio, acabou entre os 16 melhores eleitos pela Fifa. Enfim, Senegal deixou a Ásia com o mesmo status dos rivais Camarões e Nigéria, até então as seleções mais badaladas da África. Tanto que saiu de sua primeira Copa com o sexto lugar, a melhor campanha de uma seleção africana na história do torneio. Além disso, mostrou mais uma vez que salvação a para o milionário e burocrático futebol atual pode estar nos descalços e miseráveis pés do continente negro.

 

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