|
AS SURPRESAS DA COPA/SENEGAL
Seriam os deuses africanos?
Senegal em campo foi sinônimo de alegria
e irreverência.
Diouf, Diao e Fadiga fizeram a felicidade dos amantes da bola
 |
|
| A
seleção do Senegal levou alegria para a Asia |
|
O gol de empate de Senegal contra a Dinamarca, marcado pelo
meia Diao, é a síntese do futebol apresentado
pelo Senegal nos gramados asiáticos. Com apenas cinco
passes, trocados com habilidade e impressionante velocidade,
os senegaleses envolveram a lenta defesa nórdica e
fizeram um dos mais belos gols deste Mundial. Até essa
Copa, esse país africano era lembrado apenas por ser
o ponto de chegada do famoso rali ParisDacar. Mas os
dribles e a irreverência de Fadiga, Coly, Henri Camara
e, principalmente, Diouf, o colocaram definitivamente no mapa-múndi
da bola. Senegal em campo foi sinônimo de alegria para
a torcida e desespero para os adversários. Que o digam
os colonizadores franceses. Os Les Bleus foram os primeiros
a sentir na carne a mordida dos Leões.
|
Campanha
Primeira fase
Senegal 1 x 0 França
Senegal 1 x 1 Dinamarca
Senegal 3 x 3 Uruguai
Oitavas-de-final
Senegal 2 x 1 Suécia
Quartas-de-final
Senegal 0 x 1 Turquia
|
A derrota por 1 a 0 iniciou sua curta e dolorosa agonia
na Copa. Pena que a brincadeira acabou nas quartas-de-final.
Num jogo em que estivera irreconhecível, Senegal foi
derrubado pela Turquia dos habilidosos Basturk e Sas. O resultado
foi justo. Mas não manchou a bela imagem deixada pelo
time dirigido pelo francês Bruno Metsu. Quem poderá
esquecer dos dribles de Diouf? Com lampejos que lembravam
Garrincha, o atacante deixou em pânico quem se atreveu
a marcá-lo. E tome bola no meio das canetas, rolinhos,
pedaladas... Como prêmio, acabou entre os 16 melhores
eleitos pela Fifa. Enfim, Senegal deixou a Ásia com
o mesmo status dos rivais Camarões e Nigéria,
até então as seleções mais badaladas
da África. Tanto que saiu de sua primeira Copa com
o sexto lugar, a melhor campanha de uma seleção
africana na história do torneio. Além disso,
mostrou mais uma vez que salvação a para o milionário
e burocrático futebol atual pode estar nos descalços
e miseráveis pés do continente negro.
|