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AS SURPRESAS DA COPA/ESTADOS UNIDOS
Nem o Tio Sam esperava
A oitava colocação na Copa é o primeiro
reflexo do
chamado efeito 94. Há quem sonhe com um título em 2010
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| Donovan
e seus companheiros deram trabalho à Alemanha |
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Para os Estados Unidos, a Copa Coréia/Japão
começou há oito anos. Desde 1994, quando organizou
o torneio vencido pelo Brasil, o futebol, chamado de soccer
por lá, evoluiu muito. A prova é a campanha
da seleção de Tio Sam na Ásia. A última
vez que os Estados Unidos chegaram entre os oito finalistas
de uma Copa havia sido em 1930, no Uruguai. Os americanos
se classificaram em segundo lugar numa chave que contava com
os anfitriões coreanos e os favoritos portugueses.
Nas oitavas-de-final, mostraram que há um muro de Tijuana
também no futebol: vitória por 2 a 0 contra
os vizinhos mexicanos. Só foram parados por Oliver
Khan. O goleiro alemão foi uma barreira maior do que
o muro de Berlim em tempos de guerra fria. A derrota por 1
a 0 pôs fim à trajetória dos rapazes de
Bruce Arena. Além de um bom conjunto, os EUA mostraram
que têm gente que sabe jogar com os pés. O atacante
Donovam e o meio-campo Reyna são exemplos disso.
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Campanha
Primeira fase
EUA 3 x 2 Portugal
EUA 1 x 1 Coréia
EUA 1 x 3 Polônia
Oitavas-de-final
EUA 2 x 0 México
Quartas-de-final
EUA 0 x 1 Alemanha
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Este último, inclusive, está entre os 16 da
Seleção da Fifa. Mas o destaque do time veio
do gol. Brad Friedel foi uma verdadeira muralha. Pegou pênaltis
e bolas impossíveis. Por pouco não acabou sendo
escolhido como o melhor da profissão. A boa participação
americana produziu cenas até então impensáveis
para um povo que tem com o soccer a mesma intimidade do brasileiro
com o futebol americano. A torcida se reuniu em bares para
assistir aos jogos e teve gente que chorou com a desclassificação.
Já há quem acredite num título em 2010.
É bom levar o sonho a sério. Em 2000, quase
14 milhões de jovens com menos de 18 anos jogavam futebol.
Cinquenta e nove por cento são meninos. Entre 1989
e 1999, a participação dos jovens no futebol
cresceu 73%, comparada com 7% de crescimento do basquete e
5% do beisebol. Cuidado com o Tio Sam.
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