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EDIÇÃO HISTÓRICA DO PENTACAMPEONATO
30/06/2002

AS SURPRESAS DA COPA/ESTADOS UNIDOS
Nem o Tio Sam esperava
A oitava colocação na Copa é o primeiro reflexo do
chamado efeito 94. Há quem sonhe com um título em 2010

Jason Rreed/Reuters  
Donovan e seus companheiros deram trabalho à Alemanha  

Para os Estados Unidos, a Copa Coréia/Japão começou há oito anos. Desde 1994, quando organizou o torneio vencido pelo Brasil, o futebol, chamado de soccer por lá, evoluiu muito. A prova é a campanha da seleção de Tio Sam na Ásia. A última vez que os Estados Unidos chegaram entre os oito finalistas de uma Copa havia sido em 1930, no Uruguai. Os americanos se classificaram em segundo lugar numa chave que contava com os anfitriões coreanos e os favoritos portugueses. Nas oitavas-de-final, mostraram que há um muro de Tijuana também no futebol: vitória por 2 a 0 contra os vizinhos mexicanos. Só foram parados por Oliver Khan. O goleiro alemão foi uma barreira maior do que o muro de Berlim em tempos de guerra fria. A derrota por 1 a 0 pôs fim à trajetória dos rapazes de Bruce Arena. Além de um bom conjunto, os EUA mostraram que têm gente que sabe jogar com os pés. O atacante Donovam e o meio-campo Reyna são exemplos disso.

Campanha
Primeira fase
EUA 3 x 2 Portugal
EUA 1 x 1 Coréia
EUA 1 x 3 Polônia
Oitavas-de-final
EUA 2 x 0 México
Quartas-de-final
EUA 0 x 1 Alemanha

Este último, inclusive, está entre os 16 da Seleção da Fifa. Mas o destaque do time veio do gol. Brad Friedel foi uma verdadeira muralha. Pegou pênaltis e bolas impossíveis. Por pouco não acabou sendo escolhido como o melhor da profissão. A boa participação americana produziu cenas até então impensáveis para um povo que tem com o soccer a mesma intimidade do brasileiro com o futebol americano. A torcida se reuniu em bares para assistir aos jogos e teve gente que chorou com a desclassificação. Já há quem acredite num título em 2010. É bom levar o sonho a sério. Em 2000, quase 14 milhões de jovens com menos de 18 anos jogavam futebol. Cinquenta e nove por cento são meninos. Entre 1989 e 1999, a participação dos jovens no futebol cresceu 73%, comparada com 7% de crescimento do basquete e 5% do beisebol. Cuidado com o Tio Sam.

 

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