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AS SURPRESAS DA COPA/CORÉIA
Dae Han Min Guk
Apoio da torcida e um futebol rápido e
envolvente foram as
qualidades de um time que deixou Espanha e Itália para trás
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| Guus
Hiddinik e seus atacantes: futebol envolvente |
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Não
é exagero dizer que nem o mais otimista dos coreanos
esperaria ver sua seleção entre as quatro melhores
do mundo. Afinal, quem acreditaria numa equipe que em seis
participações em Copas jamais havia vencido
uma partida e em todas acabou eliminada na primeira fase?
Mas não é que a Coréia conseguiu a façanha?!
O jogo veloz, no qual se destacam o rápido toque de
bola e céleres deslocamentos, além do enlouquecido
apoio da população, pôs a pique três
das favoritas ao título: Portugal, Itália e
Espanha. As duas últimas saíram reclamando da
arbitragem. Mas os coreanos nada tinham a ver com
isso. Por uma dessas ironias do futebol, o carrasco dos italianos
foi Ahn, jogador do Peruggia, time da própria Itália.
No segundo tempo da prorrogação, o atacante
marcou o gol que mandou a Azzurra para casa. Indignados, os
dirigentes do clube despediram o jogador. Dias depois voltaram
atrás. Mas agora é ele que não quer mais
voltar.
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Campanha
Primeira fase
Coréia 2 x 0 Polônia
Coréia 1 x 1 EUA
Coréia 1 x 0 Portugal
Oitavas-de-final
Coréia 2 x 1 Itália
Quartas-de-final
*Coréia 0 x 0 Espanha
Semifinal
Coréia 0 x 1 Alemanha
Decisão de 3º e 4º lugares
Coréia 2 x 3 Turquia
*Nos
pênaltis, Coréia 5 x 3 Espanha
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Além
de Ahn, a seleção apresentou outros talentos.
Entre eles os zagueiros Myung-Bo e o meio-campo Sang-Chul, ambos
integrantes da seleção da Fifa. Fora do campo,
a galera coreana deu um show à parte. Milhões
de torcedores, ao coro de Dae Han Min Guk, em português
República da Coréia, formaram a maré vermelha
que ficará para sempre na memória dos que viram
a Copa 2002. E esse povo elegeu um herói: o holandês
Guus Hiddinik. O técnico é hoje quase um deus
no país. As garotas sonham tê-lo como marido. Muitos
o querem para presidente. Ele já virou nome de praça,
ganhou quatro anos de primeira classe na principal companhia
aérea do país, terá compras e cerveja de
graça e receberá uma condecoração
das mãos do próprio presidente. Nem as derrotas
para Alemanha e Turquia diminuíram seu prestígio.
Mas, com o término da Copa, Hiddnik já manifestou
o desejo de voltar a treinar um clube europeu. Resta saber se
o povo coreano irá deixar.
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