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Na maior moleza
Com
belas atuações de Cafu, de Roberto Carlos e do
trio de atacantes, o Brasil mete quatro a zero na China
Edmundo
Clairefont
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A
baba da primeira fase: o lateral Cafu esbanja saúde
no seu 115º jogo pela Seleção
Primeira Fase: Brasil 4 X 0 China
8 de junho Seogwipo, Coréia do Sul |
Na semana de 8 de junho, a Seleção treinou
quatro vezes. No primeiro treino, nos campos da ilha Jeju,
aguardava a chegada de Ricardinho, meia do Corinthians que,
após uma incrível jornada de 51 horas de avião
do Brasil até a Coréia do Sul, viria para substituir
o capitão Emerson, machucado às vésperas
da estréia.
No segundo e terceiro treinos, Luiz Felipe Scolari dava
sinais de que a novidade ganharia espaço em nosso confuso
meio-campo. No quarto coletivo, no sábado 8, no estádio
Jeju, em Seogwipo, a seleção, sem Ricardinho,
destroçaria a China, e sacramentaria a classificação
precoce para as oitavas.
Uma patada de Roberto Carlos, de falta. Um passe açucarado
de Ronaldinho, que cruza a área inimiga e cai no pé
de Rivaldo, bastando a ele escorar. Um pênalti bem marcado
em cima de Ronaldo (coisa rara num campeonato de arbitragens
bisonhas), cobrado por seu homônimo gaúcho. Bela
jogada de Cafu, um drible na matada de peito, a corrida à
linha de fundo, o toque que faz a pelota cruzar a zaga adversária,
qual um balaço que só precisava ricochetear
no fenomenal pé esquerdo de Ronaldo, em arrancada característica.
Foi mais ou menos isso, quatro gols, três deles no
primeiro tempo, o que o Brasil, sob o talento de seus erres,
precisou fazer para arrasar Bambala, mas pode chamar de China
(coadjuvante que ocupa a 50º colocação
no ranking da Fifa). O bastante para colocar a seleção
canarinho nas oitavas-de-final (o empate entre Turquia e Costa
Rica sacramentaria o dito e riscado).
De resto, um coletivo para testar reservas e colocar Ricardinho,
em curta e eficiente atuação no segundo tempo,
na boca do povo, como o reserva que todo mundo queria, mas
fadado a contemplar o certame de seu privilegiado espaço
no assento dos reservas.
Destaques: para o Brasil, os três erres,
de genialidade inconteste; o lateral Cafu, completando o recorde
de 115 jogos oficiais pela seleção; e Roberto
Carlos, eleito o melhor em campo, marcando seu primeiro gol
em Copas. Para a China, além da correria e uma bola
na trave de Marcos, a façanha de passar a segunda etapa
inteira sem cometer uma falta. Para isso, bastou não
jogar.
Márcio
Santos, jogador de futebol:
"Eu já esperava esse resultado elástico. Tanto
sabia que, pouco antes do jogo, participando de
um programa de televisão, apostei no resultado 4x0.
Conheço bem esse time chinês porque, no ano passado,
joguei lá. Era uma derrota anunciada, uma derrota
normal. É até difícil levantar um destaque. O Brasil
só jogou no primeiro tempo. Depois, foi mole, apático.
Mesmo assim, cito o Ronaldo, pelo gol que fez. A
verdade é que foi uma partida fraquíssima, sem grandes
problemas. Não serviu nem para teste" |
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