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EDIÇÃO EXTRA
 
 
COPA DO MUNDO 2002
18/06/2002
  Wilton Junior/AE
  Marketing: Teixeira festeja com o prefeito de Ulsan, Gu Shim, o acordo para a hospedagem da Seleção

Para se ter uma idéia da importância que os homens de negócios dão à nossa seleção, basta
dar uma olhada nos patrocínios fechados por outros selecionados de primeira linha com fabricantes de material esportivo. A Itália recebe US$ 8 milhões da Kappa e a Argentina também ganha US$ 8 milhões da Adidas. A França, atual campeã do mundo, tem, também com a Adidas, uma parceria que lhe vale
US$ 12 milhões, bem menos do que o contrato
da Nike com a CBF. Esse patrocínio com o
selecionado brasileiro foi a principal alavanca da empresa americana para chamar a atenção dos torcedores de futebol, depois de passar anos com a marca vinculada aos astros de basquete da NBA. “A camisa da Seleção Brasileira é algo muito importante. Esse relacionamento também é fundamental para nós”, reconheceu Kevin Korning, presidente da Nike, em entrevista ao jornal Lance.

Renato Velasco  
“O tetra valorizou a Seleção”, diz Sebastião Bastos, presidente em exercício da CBF  

A importância do futebol brasileiro no cenário internacional
traz vários dividendos. Um dos mais significativos é a
deferência com que os sul-coreanos estão tratando a
passagem dos jogadores brasileiros pelo seu país. Nossa
Seleção é a única que tem estadia na primeira fase
completamente custeada pela cidade anfitriã. Em acordo
selado com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o prefeito
de Ulsan, Wan Gu Shim, comprometeu-se a pagar hospedagem, passagens e alimentação, o que representa para a entidade
uma economia de US$ 840 mil. “Essa é a melhor oportunidade
de tornar nossa cidade conhecida aos olhos do mundo”,
explicou Shim. Caso a Seleção Brasileira passe para a próxima
fase, que vai acontecer no Japão, a previsão de gastos chega
a R$ 2,5 milhões.

Em meados da década de 90, a CBF movimentava R$ 8 milhões anuais. Em 2001, a bolada atingiu os R$ 85,6 milhões

  Ricardo Stefanelli/Zero Hora/AE
  A cidade se produziu para receber os atletas

Além dos patrocínios da Nike, da AmBev e das cotas de amistosos, a CBF tem outras fontes de renda. As transmissões da Rede Globo rendem R$ 850 mil por jogo. Um acordo com a Telemar, que disponibiliza um sistema de mensagens gravadas dos jogadores através do prefixo 0300, foi fechado em R$ 1,3 milhão. Uma parceria com a Bradesco Seguros protege toda a delegação e representa uma economia de US$ 400 mil. São rendas que garantem altos custos. A disputa dos jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo 2002 consumiu R$ 14 milhões. O trabalho social do Instituto de Assistência ao Futebol Brasileiro gera despesas anuais de R$ 1,5 milhão. Além disso, a instituição tem convênio com mil prefeituras em todo o País para desenvolver um projeto que permite a 300 mil crianças a prática do esporte, com direito a doação de bola e uniformes.

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