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Evento
Arte no centro
O Centro Cultural Banco do Brasil completa 20 anos como modelo de gestão cultural

Adriana Prado

Referência O CCBB recebeu 1,1 milhão de pessoas no primeiro semestre

O imponente edifício de quase 130 anos, localizado na rua Primeiro de Março 66, é uma referência no centro do Rio de Janeiro. E não só por sua arquitetura neoclássica, mas principalmente pelo constante entra e sai de visitantes. Gente de todas as idades em busca de cultura: filmes, shows, exposições, peças de teatro - quando não de graça, a um preço acessível. Ali funciona o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Desde 1989, quando foi criado, o polo multicultural é um dos xodós do carioca: só entre janeiro e junho deste ano, recebeu público de quase 1,1 milhão de pessoas. Ele funciona como uma espécie de shopping cultural, na opinião do professor Gilberto Gouma, da Universidade Federal Fluminense (UFF): "Uma visita ao local proporciona uma imersão intensiva em várias expressões artísticas". Foi por conta do sucesso da primeira experiência que o banco criou centros semelhantes em Brasília e São Paulo, e agora se prepara para inaugurar sua maior sede em Belo Horizonte.

Além de revolucionar os hábitos do público, o CCBB completa 20 anos como modelo de gestão cultural. "Foi um marco histórico que inspirou projetos análogos", acrescenta Gouma, referindo-se ao Itaú Cultural (1995), à Caixa Cultural (2004), ao Oi Futuro (2005), entre outros espaços institucionais espalhados pelo País.
Ao concentrar seus investimentos em cultura no CCBB, o Banco do Brasil (BB) tornou contínuo um incentivo até então pontual - estimulando a organização da classe artística, que passou a se programar mais. "Os bons projetos culturais, os mais estratégicos, só se concretizam se houver horizonte para quem produz", afirma Dan Conrado, diretor de marketing e comunicação do BB. Até 2004, quando o banco passou a fazer uso regular da Lei Rouanet (legislação federal de incentivo à cultura), todo o dinheiro despejado no CCBB era desembolsado pela própria instituição financeira (e não voltava mais). Hoje, só 30% dos R$ 41 milhões destinados às sedes do Rio, de São Paulo e Brasília vêm dos cofres do banco.

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15/10/2009


 
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