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Brasil  
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Sua excelência, o suplente
Anônimo entre os pares, sem votos nas urnas e quase barrado por seguranças, senador preside a Casa e recebe salário integral

Hugo Marques

Mandato Fugaz Osvaldo Sobrinho será senador por 120 dias

Todas as terças-feiras pela manhã, o ex-deputado federal Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) desembarca no aeroporto de Brasília e procura seu motorista particular. Mal cruza o portão de desembarque e o cioso servidor abre os pulmões: “Senador, senador, aqui, aqui.” Alertados pelos gritos, parentes, amigos ou funcionários dos passageiros que chegam buscam sem sucesso algum figurão da política brasileira. Sobrinho acena ao motorista, a pequena multidão volta-se novamente ao portão de desembarque e este ex-deputado federal nascido em Pirapozinho, no interior de São Paulo, segue para cumprir mais um dos seus 120 dias como senador da República.

“Os parlamentares só trabalham mesmo pensando nas eleições seguintes”
Osvaldo Sobrinho, senador

O exaltado motorista de Sobrinho é uma exceção. Poucas pessoas em Brasília sabem quem é Osvaldo Sobrinho. Segundo suplente do senador mais votado de Mato Grosso nas eleições de 2006, Jayme Campos (DEM-MT), Sobrinho só conseguiu ocupar o gabinete de número 24 da Ala Teotônio Vilela do Senado Federal no início de setembro por conta de uma intrincada engrenagem política com vistas às eleições de 2010. Campos licenciou-se até o fim do ano e o primeiro suplente, Luiz Antônio Pagot (PR-MT), não quis abrir mão do cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o Dnit. “O Jayme está meio cansado, tem que reorganizar o partido no Estado, e o Pagot prefere administrar o orçamento de R$ 16 bilhões do Dnit”, disse, pouco antes de entrar no Congresso.

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15/10/2009


 
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