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Medicina & Bem-estar  
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O Fim dos pesadelos
Método ensina as pessoas a mudar o teor dos sonhos ruins, acabando com o pavor que eles provocam

Cilene Pereira

A sensação é pavorosa. Você tenta desesperadamente parar de cair em queda livre ou escapar de alguém que o está perseguindo, mas não consegue. Permanece naquela situação angustiante, que parece não ter fim. Quando finalmente acorda, senta-se na cama suado, com o coração batendo acelerado, e perde o sono de vez. Foi mais um pesadelo. Para muita gente, episódios como esse ocorrem em uma frequência extremamente preocupante. Especialistas em medicina do sono estimam que 25% dos adultos tenham um desses sonhos uma vez por mês e 6% sofram com eles uma ou mais vezes por semana. O resultado é que esses indivíduos acabam ficando com sua qualidade de vida prejudicada pela insônia que quase sempre sucede ao pesadelo e muitas vezes desenvolvem o medo de dormir porque temem ter mais sonhos aterrorizantes.

Queda sem fim A paulista Sandra Penha, 31 anos, não passa uma semana sequer sem ter um pesadelo. No seu caso, o mais frequente é ver-se em queda livre. “Às vezes tenho esses sonhos a cada dois dias”, queixa-se. No dia seguinte, ela sofre com o cansaço resultante da noite mal dormida.

Preocupados com o impacto dos pesadelos no cotidiano, os médicos estão procurando ampliar o leque de recursos contra o problema. Hoje, uma das opções que ganham força entre os especialistas é a chamada terapia de imagem reversa. Trata-se de uma técnica que consiste em fazer com que o paciente enxergue o pesadelo de outra maneira, menos assustadora, e dê a ele um outro significado. É o oposto do que preconiza a abordagem mais antiga, baseada na discussão profunda e detalhada dos sonhos, numa busca por razões psicológicas que possam estar por trás dos episódios. “Percebemos que, em muitos casos, quanto mais se fala do assunto, mais se firma a imagem negativa e apavorante”, explicou à ISTOÉ a pesquisadora Shelby Harris, do Departamento de Neurologia e Psiquiatria do Albert Einstein College of Medicine, nos Estados Unidos.

Por isso, o que os especialistas propõem é que, durante a terapia, o paciente mencione o pesadelo apenas uma vez. “Depois, ele deve reescrever o roteiro do sonho”, disse Shelby. Esta transformação é feita com um treinamento adequado.

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9/10/2009


 
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