ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
  BRASIL CONFIDENCIAL
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Brasil  
Imprimir
 
De volta às ruas
Fraude no Enem cria movimento estudantil e, além do prejuízo financeiro, põe em xeque o sonho de acabar com o vestibular

Larissa Domingos

Revolta Estudantes da Nove protestam no Rio: Ubes contesta apartidarismo

Quando arquitetaram o roubo da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os fraudadores jamais poderiam imaginar que estavam detonando uma bomba política. A primeira consequência foi a desmoralização de um dos principais alicerces do projeto educacional do governo federal, causando um prejuízo de cerca de R$ 35 milhões, que provocou críticas da oposição. A segunda reflete a indignação dos 4,1 milhões de inscritos no exame: o surgimento da Nova Organização Voluntária Estudantil (Nove), um movimento autointitulado apartidário, pacifista e ativo que, a despeito de seus adjetivos, ganha importância por ser um contraponto às tradicionais União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

"A fraude complicou a situação do sistema universitário. Houve um apagão"
José Serra, governador de São Paulo

O grupo escolheu os locais históricos do movimento estudantil brasileiro para realizar as suas primeiras passeatas no Rio de Janeiro - um deles o saguão do prédio do Ministério da Educação, onde, na década de 1960, estudantes entravam em embate com a polícia. Marcharam também pela Cinelândia e avenida Rio Branco, cenário da passeata dos 100 mil, ocorrida em 1968. A Nove critica a Ubes e a UNE pela ausência nas escolas e o silêncio perante o recente caso do Enem.

O novo movimento tenta mostrar o quanto as tradicionais organizações estudantis se afastaram de seus ideais em defesa da educação, seduzidas pelas benesses do governo Lula. Começou com 12 estudantes de classe média, usou as redes sociais para a mobilização e, na segunda-feira 5, levou 200 estudantes vestidos de branco, com narizes de palhaço e faixas e cartazes para o centro do Rio. "Não temos a intenção de substituir a UNE. Não somos contra a Ubes. Mas não podemos negar que os movimentos tradicionais vivem distantes da classe estudantil", explicou Carolina de Lamare, uma das fundadoras da Nove, que estuda no Colégio Santo Inácio, um dos mais caros do Rio.

Pega de surpresa pelo sucesso do novo grupo estudantil, a UNE já acenou com uma tentativa de composição. O presidente da entidade, Augusto Chagas, convidou a Nove para ir a Brasília entregar um documento reivindicando mais investimentos para a educação. A "galera" da Nove declinou do convite com uma alegação simples: tinha que estudar para o vestibular. O presidente da Ubes, Ismael Cardoso, rebateu as críticas feitas pela Nove. Ele ressaltou que a entidade já havia criticado a pressa do MEC em implementar o novo modelo do Enem que unifica os vestibulares e realizou manifestações contra a violação da prova.

PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>
 

9/10/2009


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
   
   

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions