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Brasil  
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Sim, nós faremos!
Com projeto consistente, discursos seguros e engajamento sem precedentes, a vitória do Rio de Janeiro para sediar os Jogos de 2016 coloca o País em outro patamar

Daniela Mendes e Francisco Alves Filho

FOTO: OLIVIER MORIN/AFP PHOTO/IMAGE FORUM
A Primeira reaÇÃO delegação brasileira de mais de 60 convidados explode em euforia com a indicação

Quando às 13h34, na sextafeira 2, foi oficialmente anunciado que o Rio de Janeiro sediará a Olimpíada de 2016, um grito ecoou da delegação brasileira em Copenhague. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assessores, ministros, atletas e personalidades riam, choravam e se abraçavam, emocionados com o feito. Pela primeira vez, os Jogos Olímpicos serão realizados na América do Sul. Do outro lado do Atlântico, no Rio, Copacabana explodiu em festa. Uma chuva de papel picado caiu sobre as mais de 30 mil pessoas, a maioria vestida de verde e amarelo, que foram acompanhar em um telão da praia a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI). A comemoração se estendeu para outras capitais brasileiras.

FOTO: OLIVIER MORIN/AFP PHOTO/IMAGE FORUM
Na dinamarca Lula, Nuzman e Pelé (acima), além do governador Sérgio Cabral e do prefeito Paes, vibram com a decisão anunciada pelo presidente do COI, Jacques Rogge

A escolha do Rio como cidade-sede coroa a boa fase de projeção internacional que o Brasil vive. A tão sonhada cadeira no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) ainda não veio, mas o País mostra que caminha a passos largos para virar uma potência mundial. Em Copenhague, Lula era o retrato da emoção. “Quem estava aí para votar viu que a gente estava com a alma, com o coração, erao único país de verdade que queria fazer uma Olimpíada”, disse, logo após o anúncio. Sentado na primeira fila, sem disfarçar o nervosismo, ele fez o sinal da cruz antes do anúncio.

A emoção deu o tom da apresentação brasileira. O vídeo final produzido pelo cineasta Fernando Meirelles mesclando belas imagens do Rio com pessoas praticando esportes ao ar livre ao som de música brasileira, que terminava com os anéis olímpicos na praia, foi praticamente perfeito. A candidatura custou mais de R$ 100 milhões. Mas valeu a pena. Além da vibração, desta vez o Brasil apresentou um plano consistente tecnicamente. “A Olimpíada vai ser o ápice do planejamento, de financiamento e de organização. Estamos prontos e nossa população também”, disse o governador Sérgio Cabral. “Os Jogos serão um ponto de virada na história do Rio de Janeiro”, comemorou o prefeito Eduardo Paes.

FOTO: OLIVIER MORIN/AFP PHOTO/IMAGE FORUM
FOTO: OLIVIER MORIN/AFP PHOTO/IMAGE FORUM
No rio de janeiro Mais de 30 mil torcedores se reuniram na praia de Copacabana desde cedo para a comemoração

A vitória brasileira começou a se desenhar quando o presidente do COI, Jacques Rogge, anunciou, às 12h26, que a cidade americana de Chicago havia sido eliminada. Até então, era considerada a principal rival do Rio. A presença do presidente Barack Obama e sua mulher chegou a assustar a delegação brasileira. Mas, ao final, serviu para sacramentar uma visão que meses antes era apontada pelo próprio presidente dos EUA:

Mesmo com a presença do ame ricano Obama, Brasil elimina Chicago na prime ira batalha e ganha de virada de madri o direito de sediar a Olimpíada

“Lula é o cara.” A multidão em Copacabana comemorou o fato como se fosse um gol. “Michele e Obama, venham conhecer nosso feijão com arroz e nossa banana frita”, tripudiava um cartaz no meio do povo. Em seguida, Tóquio saiu do páreo. A final, entre o Rio e Madri foi uma lavada: 66 votos a 32. Antes, a expectativa era de uma vitória apertada. Com a escolha, uma aura de otimismo tomou conta do País. Até a Bovespa, que operava em baixa, fechou em alta de 1,18%. O desafio agora é transformar o Rio possível, que encantou os jurados do COI, no Rio realmente viável.

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1/10/2009


 
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