ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
  BRASIL CONFIDENCIAL
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Brasil  
Imprimir
 
Diplomacia de interesses
O Itamaraty cria cargos e consulados para abrigar no Exterior mulheres e maridos de seus diplomatas

Claudio Dantas Sequeira

FOTOS: ANDERSON SCHNEIDER/AG. ISTOÉ;
Pela tangente: Amorim defende que nomeação de cônjuges gera economia com auxílio-moradia

FOTOS: ANDERSON SCHNEIDER/AG. ISTOÉ;

Sob a justificativa de que a maior projeção internacional do Brasil criou a necessidade de novas representações diplomáticas e serviços consulares, o Itamaraty do chanceler Celso Amorim investiu pesado na abertura de postos no Exterior. Pode haver alguma lógica neste raciocínio. Mas o critério usado por Amorim para nomear embaixadores e cônsules às vezes atropela o princípio da impessoalidade que deve reger a administração pública. É o caso, por exemplo, da nomeação de Antônio José Ferreira Simões como embaixador na Venezuela. Logo que assumiu o posto, em outubro de 2007, Simões alegou que era necessário ampliar o atendimento consular em Caracas. Três meses depois, estava criado o consulado-geral naquela capital. Para comandá-lo Amorim nomeou Mariângela Rebuá de Andrade Simões, ministra de segunda classe da carreira diplomática e esposa do embaixador. Enquanto as nomeações no Itamaraty costumam levar meses, a de Mariângela saiu em duas semanas.

O caso dos Simões não é o único. Há poucos meses, Amorim designou os diplomatas Regina Maria Cordeiro Dunlop e Ronaldo Edgar Dunlop para trabalharem uma temporada em Nova York. Ela como vice-representante do Brasil na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) e ele na posição de chefe de um recémcriado consulado-geral do Brasil em Hartford. A nomeação de ambos saiu no Diário Oficial com uma diferença de dois dias. "Isso mostra que temos que aperfeiçoar o controle e a fiscalização, tanto para a abertura de postos como para as nomeações" , alerta o senador Renato Casagrande (PSB-ES).

Dentro do Itamaraty, houve quem questionasse a criação da representação consular na cidade, localizada a 180 quilômetros de Nova York, onde já existe um consulado para atender os brasileiros que vivem na região. Mas, para a líder da comunidade brasileira em Hartford, Ester Sanches-Naek, a abertura do posto foi uma resposta do Itamaraty a um abaixo-assinado firmado por cinco mil moradores. No pedido, os brasileiros alegaram que, toda vez que precisavam votar em eleições no Brasil ou retirar um passaporte, tinham de se deslocar até Nova York. Segundo Ester, foi "uma grande vitória para os brasileiros em Connecticut". Uma conquista também para o casal Dunlop, separado desde 2002, quando Ronaldo foi nomeado embaixador em Santo Domingo e Regina ficou em Brasília. "A criação de consulados para preencher com parentes ou cônjuges é injustificável", dispara o ex-embaixador Rubens Barbosa.

PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>
 

18/9/2009


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
   
   

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions