ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
  BRASIL CONFIDENCIAL
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Editorial  
Imprimir
 
A sucessão pega um resfriado

A economia sempre foi apontada como o melhor termômetro para a avaliação de um governo. Quando ela ia mal, a aprovação do mandatário caía. Quando ia bem, ele era içado às alturas. A gangorra de prestígio estava diretamente ligada aos números do PIB, da inflação, dos juros, dos índices de emprego, da renda da população. Isso parece que mudou, ou vem mudando. A mais recente pesquisa do Instituto Sensus/CNT trouxe resultados que contrariam a regra.

Em meio à retomada econômica, quando todos avaliam que o Brasil está prestes a experimentar novo ciclo de crescimento, eis que o presidente Lula sofre um revés de popularidade que não experimentava há muito tempo. Sua avaliação caiu mais de quatro pontos percentuais e com ela a aprovação do nome de sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff . Dos 23,5% que Dilma comemorava em junho passado, restaram hoje 19%. Uma pesquisa paralela, atribuída ao Ibope, dá como certa uma considerável queda de votos da ministra, colocando-a em um patamar de 13% abaixo inclusive de uma eventual candidatura de Ciro Gomes, com 14%, e bem longe dos 42% obtidos por Serra.

A imunidade política de Lula e sua turma parece ter sido abalada por um vírus nada prosaico: o da gripe suína. A hipótese foi levantada pelo próprio Sensus. Aos dados: a mesma pesquisa de sondagem do governo registrou que a parcela dos que consideram inadequado o combate à epidemia no Brasil cresceu de 32,6% para 41,4%. O avanço da doença, com números recorde de mortes e demora na resposta oficial para conter o problema, consumiu índices preciosos de Lula. Nada que provoque calafrios. O presidente continua com um dos melhores resultados de um mandatário em final de governo, mas seu prestígio sofreu, digamos, um resfriado.

O perigo está no contágio. Com um capital político mais frágil e debilitada pela briga na Receita Federal - episódio do qual saiu com fama de arrogante e mentirosa -, Dilma tende a regredir perigosamente com os pequenos balanços de Lula. Sua candidatura pode cair de cama se ela não responder rapidamente ao tratamento que vem recebendo à base de fortificantes de imagem, como o de ser chamada de mãe do PAC e do pré-sal.

Carlos José Marques, diretor editorial

 

 

11/9/2009


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
   
   

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions