ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
  BRASIL CONFIDENCIAL
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Comportamento  
Imprimir
 
Entre o amor e a rivalidade
Mães e filhas colocam o dedo na ferida e admitem as relações de inveja, competição e disputa dentro de casa

Carina Rabelo

PROJEÇÃO Roselayne, mãe aos 19 anos, se incomoda com a independência da filha Steffany

Os grandes tabus na psicologia familiar geram desconforto até mesmo em pensamento. Entre os temas abomináveis - e evitados a todo custo nas discussões em casa - estão a preferência do pai, ou da mãe, por um dos filhos, a rejeição pelo outro, a decepção com a imagem do bebê após o nascimento - quando se esperava uma criança mais bonita ou com determinadas características - e o desejo oculto dos pais de se livrar das crianças para curtir um momento a sós. No terreno das hostilidades veladas, nada é mais difícil para uma mãe do que admitir uma competição com a filha, que geralmente toma a iniciativa para lavar a roupa suja em diários, sessões de terapia ou na literatura.

No livro "A Vida que Vivemos" (Editora Larousse), lançado no mês passado no Brasil, a escritora Patti Davis, 56 anos, filha do ex-presidente americano Ronald Reagan relata a difícil relação com sua mãe, a atriz Nancy Reagan, 88 anos. "Desafiei a paciência da minha mãe e ela me intimidou. Nunca fomos doces uma com a outra", diz. Nancy teria rejeitado Patti por suas opiniões contrárias à postura conservadora da família, o que rendeu um distanciamento de 20 anos. Apenas em 1994, quando Reagan foi diagnosticado com o mal de Alzheimer, mãe e filha se reconciliaram. "Só aprendemos a nos comunicar na última década", revela a autora, que colheu depoimento de outras celebridades, também falando sobre suas mães (leia quadro abaixo).

O caminho mais simplista para justificar a rivalidade entre mãe e filha seria o complexo de Electra, análogo ao complexo de Édipo, que enfatiza a disputa pelo amor do pai. No entanto, o pressuposto não abraça o complicado sistema que envolve essa competição. A psicóloga Ana Maria Zampieri, especialista em terapia familiar, aponta para o risco do reducionismo ao se tentar definir vítimas e culpados nessa relação. Ela também ressalta a participação dos outros membros da família na complexa rede de intrigas, ainda que de forma inconsciente.

"É comum que o pai alimente essa hostilidade entre mãe e filha", afirma. Foi nessa relação em novelo que se estabeleceu o vínculo delicado entre a professora Vânia Lúcia Capachi, 57 anos, e sua filha Mariana, estudante de arquitetura, 28. "Desde pequena, quando perguntavam dos filhos (além de Mariana, Marcela, 32, e Eduardo, 22), meu marido respondia que a Mariana era a mais bonita, a mais inteligente, a mais esperta", conta a mãe.

OPOSIÇÃO Uma das maiores inimigas da psicanalista Melanie Klein foi sua filha e colega de profissão, Melitta

PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>
 

11/9/2009


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
   
   

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions