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Meio ambiente  
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"Para-raio" da poluição
Árvores artificiais que retêm CO2 são nova arma a favor do clima

Joice Tavares

PLANOS As árvores artificiais trazem o novo conceito da geoengenharia

Se o assunto é meio ambiente, é impossível que não se entre na questão da premência de se reduzir a emissão de dióxido de carbono na atmosfera. Esse gás, que atualmente não há quem não o conheça - é o tal do CO2 - , é um dos grandes vilões no agravamento do efeito estufa. Na semana passada, uma nova expressão ingressou no arsenal de projetos que se propõem a combatê-lo. Trata-se da geoengenharia aplicada, disciplina que desembarcou no universo dos ambientalistas vinda do Instituto Britânico de Engenheiros Mecânicos. "Basta de teoria. Pela primeira vez estamos analisando iniciativas práticas para arrumar o estrago que já fizemos no planeta", diz o engenheiro Tim Fox, um dos maiores especialistas da Inglaterra em meio ambiente.

"A geoengenharia pode nos proteger." Essa proteção se traduz no arrojado projeto de construção de árvores artificiais capazes de operar como uma espécie de "para- raios" de CO2 em locais onde haja grande concentração desse gás, sugando-o e retendoo em compartimentos especiais instalados em seu interior.

Cada uma dessas árvores artificiais, segundo os engenheiros, medirá cerca de 12 metros de altura, custará aproximadamente US$ 20 mil e poderá "engolir" o volume de gás emitido por até 20 automóveis. O carbono será depois removido, processado e armazenado em lugares adequados, como antigos poços de petróleo. "Em pouco tempo as árvores artificiais poderão ser produzidas em larga escala", diz Fox. Na verdade, apoio do governo britânico nessa direção parece que não faltará, pelo menos nos dias atuais. Já houve um tempo em que as autoridades relegavam a geoengenharia a um segundo plano na luta contra a poluição. Desde a semana passada, no entanto, ela ganhou outro status - o de mais nova arma contra o implacável CO2.

 

 

4/9/2009


 
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