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ELA DECIDE MORRER Sarah Michelle Gellar no papel de Veronika: história trágica
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Temas como a loucura, o sexo e o misticismo sempre deram a tônica dos enredos do escritor Paulo Coelho. Some-se a isso o tom confessional adotado pelo autor, a proposta de autoajuda e o marketing eficiente. Tem-se a fórmula mágica criada pelo controverso bruxo, que já vendeu mais de 100 milhões de livros no mundo. Aos seus fãs, a novidade: este mesmo método de linha de montagem estará nos cinemas a partir da sexta-feira 21 com a estreia do filme "Veronika Decide Morrer", baseado no livro homônimo, lançado em 1998 (vendeu nove milhões de exemplares). Coelho se prepara para cumprir o que considera, modestamente, o seu destino natural: ser uma fonte de bons argumentos para Hollywood, capacitada a dar aos seus romances a roupagem nova e o glamour da sétima arte. Se antes almejava ser um escritor famoso, agora ele revela em entrevistas que desde jovem era um cinéfilo de carteirinha. A continuar assim, fatalmente ainda dirigirá um filme.
O namoro entre o escritor e o cinema não é novo. Ele já escreveu roteiros e chegou a participar como ator de algumas produções nacionais - o filme era uma pornochanchada chamada "Tangarela, a Tanga de Cristal". Seu mais recente romance, "O Vencedor Está Só", ambienta-se inclusive no meio cinematográfico. Trata-se de um minucioso retrato dos bastidores do mundo dos filmes e das celebridades - universo que ele conhece bem, já que tem lugar cativo no Festival de Cannes. Em "Veronika", estrelado por Sarah Michelle Gellar, o mote é o tênue limite entre a vida e a morte: uma bela e bemsucedida executiva decide livrar-se dos antidepressivos e tenta o suicídio. Acorda depois de duas semanas numa clínica psiquiátrica. Na época do lançamento deste livro, Paulo Coelho revelou que havia passado por tratamentos parecidos.
As outras facetas do bruxo, estrategicamente reveladas por meio de sua carreira literária, já estão a caminho: o universo místico de "O Alquimista" começa a ser filmado ao custo de US$ 60 milhões, após ficar engavetado por quase uma década pela Warner. O enredo altamente erótico e perverso de "Onze minutos" (sobre uma mulher que viaja a Paris para viver como garota de programa) é a aposta seguinte. A internet também não foi esquecida. O filme baseado em "A Bruxa de Portobello", que estreia em outubro, foi produzido com vídeos que lhe foram enviados por internautas de todo o mundo. Eis a alquimia do sucesso de Paulo Coelho.