FOTOGRAFIA
Moda em cores fortes
Assistente de Man Ray, o fotógrafo francês Guy Bourdin (1928-1991) foi bastante influenciado pelo surrealismo e levou para o universo da moda e da publicidade a estranheza e a bizarrice que lhes eram características. Cerca de 170 imagens de sua autoria, algumas dos anos 1960, integram a mostra "A Message for You", em cartaz no Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo, até o dia 31. Fabulo so colorista, Bourdin renovou as páginas da revista "Vogue" francesa, na qual trabalhou por mais de três décadas, com ensaios provocativos, marcados por um erotismo nada convencional. Seu estilo polêmico e inovador sobrevive nas glamourosas produções do fotógrafo americano David LaChapelle e nos filmes do também americano David Lynch, como "Veludo Azul" e "A Estrada Perdida".
DVD
Uma crítica à intolerância
Em "O Visitante", um pacato professor de relações internacionais (Richard Jenkins, à esq.) viaja a Nova York para uma conferência e encontra hospedado em seu apartamento um casal de imigrantes ilegais: a artesã senegalesa Zainab e o percussionista sírio Tarek. O encontro vai transformar sua vida e o desenrolar da trama é uma crítica à intolerância dos EUA à imigração - com o mérito de não resvalar na pieguice nem no lugar-comum.
+5 fotógrafos da moda
MARIO TESTINO
Peruano. Seu estilo é definido como "realista luxuoso". É autor (foto) das últimas imagens da princesa Diana
DAVID LACHAPELLE
Americano. Suas fotos têm cores hipersaturadas e enquadram cenas de grande movimento, quase coreografadas
PATRICK DEMARCHELIER
Francês. Trabalhou com Henri CartierBresson. Gosta de situações mais casuais, sem perder a classe
BRUCE WEBER
Americano. Moldou o look gay dos anos 80 com campanhas para as grifes Calvin Klein e Ralph Lauren
STEVEN MEISEL
Americano. Um dos profissionais mais requisitados da atualidade, é o preferido de Madonna, fotografada por ele no livro "Sex" |
LIVROS
Tragédias rápidas
Publicado em 1978 na Alemanha e só agora lançado no Brasil, o livro "O Imitador de Vozes" (Companhia das Letras) reúne 104 histórias curtas do escritor austríaco Thomas Bernhard (1931-1989). A maioria trata de morte, suicídio e tragédias naturais. Um exemplo é "Bom Conselho", sobre um bancário que se sente culpado por ter sugerido a um colega passar as férias na Grécia - seu navio naufragou. Como sempre acontece em seus romances, Bernhard narra essas tragédias em tom seco e quase impessoal.
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