MÚSICA
Moby e suas cantoras
Saído do cenário hedonista da música eletrônica, o cantor e compositor americano Moby foge do estereótipo do gênero: é vegetariano radical, não usa qualquer tipo de droga (álcool incluído) e tem um visual mais parecido com o de um hare krishna que decidiu trabalhar em um banco. Musicalmente, ele também se afastou da cena rave, como prova "Wait for Me", seu mais novo trabalho. Dominado por teclados etéreos, o disco reúne canções sobre a solidão e o mundo atual. Como sabe que a sua voz não é das mais potentes, ele abriu espaço para algumas cantoras desconhecidas de Nova York que tornam as músicas ainda melhores.
LIVROS
Contos de guerra
No livro "Todas as Guerras - Antologia de Contos" (Bertrand Brasil), organizado por Nelson de Oliveira, dez escritores brasileiros foram convidados a desenvolver uma ficção inspirada num conflito que tenha marcado a história da humanidade. A gaúcha Veronica Stigger (autora do livro de contos "O Trágico e Outras Comédias") baseou-se na Revolução Farroupilha para escrever "2034". Outras guerras, como as do Vietnã, do Paraguai e da Secessão serviram de inspiração, respectivamente, para Ana Paula Maia, Miguel Sanches Neto e Pedro Salgueiro.
+5 CDs de Moby
HOTEL
Neste CD de baladas (foto), Moby assume o microfone e não esconde a influência de David Bowie
MOBY
Foi o seu primeiro CD. Conquistou as pistas de dança com o hit "Go", calcado na trilha de "Twin Peaks"
PLAY
Feito com registros antigos de blues, o CD vendeu dez milhões de cópias e foi usado em mais de 200 comerciais
18
Produzido sob o impacto do 11 de setembro, traz a participação da cantora Sinnéad O'Connor na faixa "Harbour"
LAST NIGHT
O músico presta uma homenagem à noite nova-iorquina e revisita os ritmos dançantes dos anos 80 |
CINEMA I
Perdidos em São Paulo
O filme "Se Nada Mais Der Certo" (estreia na sexta-feira 14), de José Eduardo Belmonte, enfoca o mundo underground paulistano e seus habituais frequentadores durante os meses que antecederam à eleição presidencial no Brasil em 2006. Cauã Reymond interpreta o desempregado Leo, um jovem idealista que sustenta uma dependente química e seu filho. Ao se ver sem emprego e sem nenhum dinheiro, ele alia-se à traficante Marcin (Caroline Abras) e ao taxista Wilson (João Miguel) num golpe cujo desfecho irá transformar sua vida. Com a participação especial de Leandra Leal, o filme ganhou o prêmio de melhor longametragem de ficção no Festival do Rio 2008.
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